Flávio Gomes de Barros
Uma das notícias em nível nacional de maior repercussão nessa quinta-feira, 5, foi a articulação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para convencer seu vice, Geraldo Alckmin, a ser candidato em São Paulo.
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A ideia é, na busca pela reeleição, em outubro próximo, Lula ter como companheiro de chapa alguém que represente uma legenda forte e estruturada, e a preferência seria pelo MDB.
Nessa hipótese, um dos nomes cogitados volta a ser o senador Renan Calheiros Filho, seu ministro dos Transportes – também está citado Helder Barbalho, governador do Pará.
A vingar a possibilidade de Renanzinho ser seu vice, Lula estaria encontrando uma solução para resolver seu problema, mas criando outro: o ministro tem anunciado sua pretensão de ser mais uma vez candidato a governador de Alagoas.
E reconhecidamente o MDB alagoano não tem em seus quadros ninguém com o potencial político/eleitoral de Renan Filho a indicar para concorrer ao governo do Estado.
A não ser seu pai, senador Renan Calheiros, que está em campanha pela reeleição e é marcado por duas tentativas fracassadas de ser eleito para um mandato no Executivo: perdeu as disputas à Prefeitura de Maceió para Guilherme Palmeira, em 1988, e ao governo do Estado para Geraldo Bulhões, em 1990.
É improvável que agora, aos 70 anos de idade e no fechamento de sua trajetória política, que Renan Calheiros se arrisque a uma terceira derrota para o Executivo.
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