Renan Calheiros nega ter traído Lula

Publicado em 30/04/2026, às 17h30

Flávio Gomes de Barros

G"anharam destaque informações da chamada Grande Imprensa, inclusive os jornais "O Globo" e "Folha de São Paulo", de que os senadores do Renan Calheiros e Renan Calheiros Filho, ambos do MDB de Alagoas, traíram o presidente Lula (PT) ao votarem contra a indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribubal Federal.

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A votação de ontem no Senado foi secreta e os dois parlamentares alagoanos teriam se aproveitado dessa circunstância para manifestar insatisfação, pois teriam interesse mesmo na indicação de Bruno Dantas, ministro do TCU, em lugar de Messias.

Renan Calheiros, no entanto, desmente tal hipótese, como revela o portal "O Antagonista":

"O senador Renan Calheiros (MDB-AL) se defendeu da caças às bruxas que se instalou no governo Lula após a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, na sabatina do Senado sobre sua indicação a uma cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os lulistas contaram apenas 34 dos 45 votos esperados para aprovar a indicação de Messias e, agora, buscam os 'traidores' que contribuíram para a derrota histórica de Lula na quarta-feira, 29.

 

'São improcedentes as ilações sobre o MDB e mentirosas as especulações sobre o meu voto, dos senadores Renan Filho e Eduardo Braga', defendeu-se Renan em seu perfil no X.

Em conversas com senadores da direita, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deixou claro que precisava de um esforço concentrado para conseguir impor uma derrota ao governo.

Ao pedir votos contra a indicação de Messias, Alcolumbre utilizou termos como 'hoje será um dia histórico' e chegou a afirmar a um integrante do PL, conforme apurou este portal: 'Se perderem essa chance, não contem comigo para impeachment (de ministro do STF)'.

Ao impor uma derrota ao governo Lula, Alcolumbre também abriu uma linha de negociação para ficar mais dois anos no comando do Senado. Em fevereiro do ano que vem, haverá nova eleição para a presidência do Senado e, pelo cenário que se avizinha, o PL deve ter maioria na Casa. 

A rejeição à indicação de Messias praticamente selou esse acordo entre PL e Alcolumbre."

 
 
 
 
 
 
 
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