Requião não confirma Bono Vox em Porto Alegre durante julgamento de Lula

Publicado em 19/12/2017, às 12h33

Redação

Após virar um dos assuntos mais comentados nas redes sociais na noite desta segunda-feira (18), a suposta vinda de Bono Vox a Porto Alegre para ato em defesa de Lula durante o julgamento do petista no Tribunal Regional Federal (TRF) ainda não foi confirmada oficialmente. Na sexta-feira (15), o senador Roberto Requião (PMDB-PR) divulgou vídeo convocando "democratas de verdade do mundo" para uma mobilização na Capital no dia 24 de janeiro — data do julgamento da apelação de Lula no TRF.

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Requião disse que o vídeo repercutiu bem nas redes sociais e que "o pessoal está convidando" personalidades como o vocalista da banda U2 e o senador e ex-candidato presidencial norte-americano Bernie Sanders. O ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica já teria confirmado presença, segundo peemedebista.

— O pessoal está convidando Bernie Sanders, o Bono Vox. O Mujica vem. Mas não sou eu que estou articulando isso. Lancei a ideia de um fórum pela democracia — afirmou Requião.

O senador destacou que não está participando, no momento, das articulações desse movimento e, por isso, não pode confirmar a presença dos convidados, mas que gostaria de ver as personalidades no ato.

Perguntado sobre quem está articulando para convidar esses nomes para a manifestação em defesa do petista, o senador paranaense afirmou que diversas pessoas estão participando dessa mobilização:

— Todo mundo está articulando. Isso tem mil vertentes hoje.

Julgamento

O julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está marcado às 8h30min do dia 24 de janeiro de 2018. A apelação do petista é referente ao processo no qual foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

A sentença é sobre o caso onde Lula foi considerado culpado pelo juiz Sergio Moro, 13ª Vara Federal de Curitiba, por ter recebido R$ 2,4 milhões em propina da construtora OAS: R$ 1,1 milhão na aquisição de um triplex no Guarujá, no litoral de São Paulo, e mais R$ 1,3 milhão na reforma e decoração do imóvel, tendo ocultado e dissimulado as vantagens indevidas. Em troca, teria direcionado à empreiteira contratos na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e na Refinaria do Nordeste Abreu e Lima (RNEST). Além do tempo de reclusão, Lula foi condenado a pagar multa de R$ 669,7 mil. 

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