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As recentes declarações de Marcos Oliveira, conhecido como Beiçola, do seriado "A Grande Família", foram motivo para que o Retiro dos Artistas precisasse se pronunciar nesta quarta-feira, 25. O ator, de 69 anos, afirmou que há dificuldades de convivência no abrigo localizado em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, e lamentou a falta de sexo no local.
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"Sobre as recentes declarações do residente Marcos Oliveira, entendemos que foram infelizes e não refletem a realidade da maioria dos nossos residentes. Ainda assim, é importante reconhecer que nem toda pessoa que precisa de ajuda se sente confortável em estar em uma posição de vulnerabilidade. Precisar, aceitar e querer estar nessa condição são coisas diferentes, e isso também exige compreensão", diz parte da nota.
O retiro reforça em seu comunicado, que abriga mais de 50 residentes, cada um com sua história, personalidade e vivência. Há mais de 100 anos, o objetivo do abrigo é acolher quem precisa de um lar. Em suas declarações, Beiçola diz que os colegas gritam no momento do almoço, o que gera incômodo nos demais.
"Seguimos assumindo nossos acertos e falhas, com o compromisso de sempre evoluir. Reforçamos ainda que todos os residentes possuem livre arbitrio para estar aqui, podendo ir e vir quando desejarem. O Retiro dos Artistas permanece de portas abertas e seguirá trabalhando com respeito, responsabilidade e acolhimento. Somos contra julgamentos precipitados e desmoralização, especialmente quando envolvem pessoas em situação de vulnerabilidade', encerra a nota.
Quais foram as críticas de Beiçola
Há quase um ano morando no Retiro dos Artistas, Marcos Oliveira contou em entrevista à Veja dificuldades de convivência no local, principalmente em ambientes coletivos.
"Viver aqui é ótimo, só que tem que se adaptar. Aqui não tem uma conduta geral para conviver. E aí você vai e aguenta. Na hora do almoço, é uma refeição que eles falam pra caralh*. Gritam, a relação deles é gritar", disparou o ator.
"É uma coisa meio… Eu falo assim, ‘você pode sair da favela, mas a favela nunca sai de você’. O comportamento é muito mal-educado. Então eu fico quieto, vou lá, aguento numa boa, mas aqui, depois dos 70, 80 anos, não tem mais respeito, então f*da-se, deixa o pessoal falar. E eles não têm o hábito de um ir na casa do outro. Então eles preferem na hora da refeição fazer algum comentário. E só falam sobre o passado. E aí, bicho, eu não estou no passado", completou.
Outra questão levantada pelo artista é o desejo de manter uma rotina sexual mais ativa, e o local não permite: "A gente, que é mesmo que é velho, a sexualidade existe. No inconsciente, à noite, você tem desejos, entendeu? Sexuais noturnos. E isso não se toca no assunto, porque velho é para não sentir mais prazer, para não ter mais relação".
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