Réu é absolvido do assassinato do vereador Fernando Aldo

Publicado em 25/10/2016, às 09h32

Redação

O réu Eliton Alves Barros, acusado de envolvimento na morte do vereador Fernando Aldo Gomes Brandão, do município de Delmiro Gouveia, foi absolvido pelo Júri do crime de homicídio qualificado. O julgamento, presidido pelo juiz John Silas da Silva, aconteceu nessa segunda-feira (24), no Fórum de Maceió, no Barro Duro.

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Os jurados consideraram Eliton culpado por formação de quadrilha, mas o juiz John Silas reconheceu a prescrição do crime e declarou extinta a punibilidade e o magistrado revogou a prisão do réu.

Ao ser interrogado, Eliton negou participação no assassinato. "Sou inocente. No dia do crime estava em São Paulo trabalhando", afirmou. Eliton Alves disse que não conhecia a vítima e que nunca esteve no local do homicídio, no município de Mata Grande, interior de Alagoas. "Não é verdadeira a denúncia contra mim", concluiu o réu, que está preso há quase oito anos.

O caso

O vereador Fernando Aldo foi morto na madrugada de 1º de outubro de 2007, durante um evento no município de Mata Grande. Segundo o Ministério Público de Alagoas (MP/AL), a vítima foi atingida por pelo menos oito tiros e não resistiu aos ferimentos. Os disparos teriam sido efetuados pelo soldado Carlos Marlon Gomes Ribeiro (que ainda não julgado). Foram apontados como partícipes Eronildo Alves Barros (já falecido) e o irmão, Eliton Alves Barros.

Ainda de acordo com o MP/AL, o homicídio teria ocorrido a mando do então deputado estadual Cícero Ferro e do prefeito de Delmiro Gouveia, Luiz Carlos Costa, o Lula Cabeleira. Em agosto de 2012, o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) julgou improcedente a ação contra Lula Cabeleira, inocentando-o da acusação por falta de provas. O processo contra Cícero Ferro ainda está tramitando.

Testemunhas

O cunhado da vítima, José Pereira Neto, disse acreditar que Fernando Aldo morreu por "falar demais". "Fernando era explosivo, não tinha meias palavras. Falava sobre pessoas poderosas que já tinham um histórico de crimes", afirmou.

Para a irmã do vereador, Rita Maria Gomes, o assassinato teve motivação política. "Ele tinha divergências com algumas pessoas, inclusive com Cícero Ferro, que ele acreditava não merecer o voto da população de Delmiro".

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