Ricardo Salles diz que mundo teria de dar US$ 50 bi por ano para ajudar Amazônia

Publicado em 08/09/2019, às 21h06
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Jovem Pan

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse Nese domingo em uma reportagem especial da rede de televisão britânica BBC que, se o mundo realmente tiver interesse em ajudar na manutenção da floresta, teria que enviar mais de US$ 50 bilhões por ano para o Brasil. “Fizemos aqui um cálculo: se cada hectare da Amazônia receber US$ 100,00 por ano – estamos falando de mais de US$ 50 bilhões por ano – este é o volume de recursos que seria necessário para a gente realmente ter condições de dizer que a Amazônia está realmente sendo ajudada pela comunidade internacional”, afirmou.

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Esta foi a única fala do ministro, dada como porta-voz do governo para a longa reportagem de 23 minutos veiculada há pouco pela emissora estatal e que traz vários aspectos sobre a Amazônia. A floresta chamou atenção internacional depois do início das queimadas que vem sofrendo. O assunto virou ainda mais polêmico quando o presidente da França, Emmanuel Macron, levou o tema para o grupo dos sete países mais ricos do mundo (G7) e que seus líderes decidiram enviar recursos para o País para conter os incêndios – o Reino Unido também enviou uma quantidade extra. O montante foi inicialmente negado pelo presidente Jair Bolsonaro, alegando interferência na soberania nacional.

Após fazer uma apresentação sobre as espécies que correm risco de extinção e o desmatamento no local, a reportagem diz: “o Brasil agora está dizendo para a comunidade internacional: nos pague para manter a floresta”. A hipótese também foi veiculada nesta semana em um artigo escrito para a versão online do jornal britânico Financial Times pelo membro do Instituto Romeno para o Estudo da Ásia-Pacífico Andrea Leonte. Ele argumentou que salvar as florestas as torna mais valiosas para seus países do que liberar a exploração da terra pela agricultura ou mineração. Mas, para isso, precisam de alguma compensação.

A reportagem da BBC exibida há pouco mostra comunidades indígenas, a posição de fazendeiros que produzem no local e a importância das exportações de carne para o Brasil. Também destaca avaliações sobre a destruição do local por um jornalista que atua como voluntário para proteger a floresta e dá longo espaço para uma cientista brasileira, da Universidade de Oxford, que estuda a Amazônia. Uma das falas mais impactantes é a de que, se o ser humano destruir a floresta não terá capacidade de reconstruir um ambiente como aquele novamente. A avaliação foi feita após o repórter da BBC mostrar que o tamanho equivalente de um campo de futebol é destruído por minuto na Amazônia.

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