Rio Paraíba perde vazão e compromete abastecimento de pelo menos 9 cidades de AL

Publicado em 09/12/2016, às 19h53

Redação

O Coordenador Regional de Defesa Civil do Vale do Paraíba do Meio, Massilon Mendes, afirmou na tarde desta quarta-feira, 9, em entrevista ao TNH1, que é crítica a situação do abastecimento de água em pelo menos 9 cidades da Zona da Mata alagoana, localizadas na região da Bacia Hidrográfica do Paraíba.

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Segundo ele, Atalaia, Maribondo, Viçosa, Cajueiro, Capela, Quebrangulo, Chã Preta, Paulo Jacinto e Boca da Mata sofrem com a escassez hídrica e estão em situação dramática. Com sua nascente localizada na Serra do Gigante, na Região de Bom Conselho, em Pernambuco, o Rio Paraíba está 95% abaixo de sua cota de permanência, está abaixo no nível, e já perdeu a vazão.

TNH1

A situação de Boca da Mata é uma das mais críticas. Em imagens feitas pelo próprio coordenador de Defesa Civil, na manhã desta quarta-feira, na zona rural do município, é possível constatar a paisagem seca que mais remete ao Semiárido e ao Sertão. Barragens e barreiros estão secando e o Riacho da Burarema, um dos afluentes do Rio Paraíba, está quase seco.

Também foram feitas imagens do trecho do Rio Paraíba na cidade de Atalaia. “A situação é complicadíssima e muito preocupante. Alguns povoados de Boca da Mata já estão sendo abastecidos por carros pipa. No caso do Rio Paraíba, já não há mais correnteza e água está parada”, diz Massilon.

Segundo ele, a situação fica ainda mais dramática porque não há previsão de chuva. “Até dezembro não vai chover, segundo as previsões que temos”, lamenta o coordenador da Defesa Civil.

De acordo com Massilon, existem 8 plataformas de coleta de dados distribuídas em todas as cidades alagoanas que estão às margens do Rio Paraíba, além de cidade de Brejão, em Pernambuco. “Essas plataformas verificam a precipitação pluviométrica, a vazão e o nível, e as informações que nós temos nos trazem muita preocupação”, explica Massilon.

Segundo ele, são cerca de 25 afluentes do Paraíba e todos eles sofrem a escassez hídrica. “Essa crise vem se agravando desde 2011, quando a quantidade de chuvas por ano começou a diminuir”.

Por causa disso, o presidente do Comitê da Seca, Major Moisés Melo, convocou uma reunião emergencial, para próxima segunda-feira, com todos os órgão do estado, além da Casal, para fazer uma explanação sobre a situação e definir as medidas que serão adotadas para enfrentar o problema.

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