Robôs ajudarão na organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020

Publicado em 26/03/2019, às 22h34
Ilustração | Pixabay -

VEJA.com

A presença de robôs será comum durante os Jogos Olímpicos de Tóquio, no ano que vem. Eles auxiliarão na organização do evento, transportando bagagens dos atletas, guiando espectadores com deficiência e atuando como intérpretes de turistas. A Olimpíada de 2020 será a primeira em que os robôs terão um papel central na oferta de serviços para atletas e turistas estrangeiros

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O objetivo, além da parte organizacional, é mostrar ao mundo o lado futurista do Japão, mas, também, cobrir a escassez de mão de obra local e a pouca fluência dos nativos em idiomas estrangeiros. Como é habitual, os Jogos Olímpicos representam a oportunidade para os anfitriões estimularem a economia através da construção de infraestruturas e do turismo. O governo e a organização quiseram ir além e fomentar ainda mais a indústria tecnológica.

“Queremos que os Jogos de Tóquio sejam os mais inovadores da história, e os robôs desempenharão um papel fundamental para isso. Os robôs podem trabalhar com as pessoas, embora haja quem os ache assustadores ou uma ameaça”, afirmou Masaaki Komiya, vice-diretor geral do Comitê Organizador de Tóquio 2020, ao apresentar dois dois modelos que serão utilizados.

O país já tem, também, os “androides vendedores”, que são capazes de desempenhar trabalhos como o de recepcionista e caixa em supermercados. Nos Jogos, os turistas verão o Human Support Robot (Robô de Ajuda aos Humanos), desenvolvido pela Toyota, uma máquina poliglota, equipada com tela e braço retrátil, que receberá o público no Estádio Olímpico de Tóquio.

Outros que serão utilizados são Sota, Zukku e RoboPin, o humanoide Emiew 3, da Hitachi, e o terminal Libra, de tamanho maior, todos testados pelo Governo Metropolitano da capital japonesa, com o intuito de oferecer informação turística em inglês, chinês ou coreano. Além disso, os funcionários e voluntários que desempenharão tarefas logísticas durante os Jogos terão ajuda de trajes “de força assistida” da Panasonic, que são exoesqueletos motorizados ajustados às costas e às pernas, que reduzem o esforço para manusear objetos pesados, como malas e equipamentos.

A organização do evento poliesportivo e do governo do Japão pretendem ampliar o “exército de robôs” utilizados durante os Jogos, como parte do projeto Robô Tóquio 2020, uma plataforma que une empresas e centros de inteligência artificial do país. “O objetivo, contudo, não é exibir robôs pela mera intenção de exibi-los, mas, demonstrar a utilidade deles na vida cotidiana e como podem ajudar as pessoas”, concluiu Hirohisa Hirukawa, responsável pelo programa.

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