Saiba quem era o engenheiro encontrado morto e amordaçado em Minas Gerais

Publicado em 04/07/2024, às 21h30
Foto: Reprodução/Redes Sociais -

O Tempo

Ricardo Rabello Buchmayer, um engenheiro-civil de 54 anos, morador do bairro Santo Antônio, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, solteiro, sem filhos, mas muito apegado à família, e alguém que “vivia para trabalhar”. Assim descreve o irmão, Guilherme Buchmayer, de 53, ainda devastado pela morte inesperada do familiar. O corpo do engenheiro foi encontrado amordaçado e com as mãos amarradas em um lote vago no bairro Nova Cachoeirinha, na região Noroeste da capital, nessa segunda-feira (1 de julho). A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as causas e os suspeitos do crime. 

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“Meu irmão era uma pessoa trabalhadora, bem-sucedida, trabalhava no mesmo escritório de engenharia, muito conceituado, há 30 anos. Nós [família] estamos indignados com essa situação. Como que uma pessoa boa, tranquila, que ajuda a todos, acaba assim?”, desabafa o irmão. A vítima foi abandonada em um lote vago a pelo menos 58 km de distância de onde o seu carro, um Toyota Yaris, foi encontrado, na cidade de Esmeraldas, na Grande BH, um dia depois do homicídio. 

Mistério

Guilherme foi a pessoa que recebeu a ligação da polícia quando o corpo foi localizado. Até este momento, nem ele nem a família suspeitava que algo errado teria acontecido com o engenheiro. “No sábado, ele sinalizou que não iria dormir em casa, e achamos normal. O Ricardo tinha o costume de sair no sábado e voltar na segunda, aproveitar o final de semana”, conta.

A mensagem do irmão antes de sair tranquilizou a família, que sabia do hábito de Ricardo de passar alguns dias em um sítio em Esmeraldas. “Pensamos que estaria até mesmo por lá, já que foi onde o carro foi encontrado”, continua. O fato do corpo de Ricardo ter sido abandonado longe do local do veículo, no entanto, indica que o crime tem uma linha do tempo mais complexa, que será apurada pela Polícia Civil.

O carro estava com as portas dianteiras destrancadas e vestígios de sangue. Duas facas foram recolhidas no interior do Toyota Yaris, além de uma corda. Guilherme Buchmayer, em luto, tenta relembrar de todo contato que teve com o irmão antes da tragédia. “Pessoalmente, a última vez que nos vimos foi no aniversário da nossa mãe, na quarta-feira passada. Comemoramos juntos e estava tudo normal. Éramos muito próximos”, lamenta. 

Justiça 

Até o momento, nenhum suspeito foi identificado. O irmão promete, como uma dívida à vítima, cobrar polícias e autoridades até que o caso tenha uma resposta. “Eu quero esses caras presos. Quero saber o nome deles e vê-los pagar por esse crime. Ele não merecia. Eu vou insistir, vou incomodar a polícia, até que a investigação se conclua”, diz. 

Corpo encontrado

Segundo boletim de ocorrência, o corpo de Ricardo Rabello Buchmayer foi encontrado no bairro Nova Cachoeirinha, na capital mineira, no domingo (30 de junho). A vítima estava em um lote vago em meio ao mato. 

Militares encontraram o corpo com o rosto amordaçado por fita adesiva, cobrindo nariz e boca, e as mãos amarradas por uma camisa branca. Nenhuma câmera de segurança flagrou o crime e nenhum morador das redondezas conseguiu ajudar nas investigações.

Como não havia documento com a vítima, ela não foi identificada naquele momento. 

Veículo achado

O carro do engenheiro foi encontrado pela Polícia Militar em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte. O Toyota Yaris estava abandonado em via pública, com as portas dianteiras destrancadas e com vestígios de sangue.

O veículo foi encontrado na segunda-feira (1º de julho). Foram encontradas marcas de sangue no encosto do banco traseiro e do banco do passageiro. Duas facas foram recolhidas no interior do carro também sujas de sangue, além de uma corda.

No momento em que a Polícia Militar ligou para o irmão do engenheiro, ele disse que não sabia do paradeiro do irmão. Além disso, Guilherme informou aos militares que não estava conseguindo contato com Ricardo. Foi durante o registro de ocorrência do veículo que a polícia descobriu que o engenheiro tinha sido vítima de homicídio no domingo (30 de junho) e que o corpo já estaria no IML de Belo Horizonte. 

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