Samarco confirma que mais duas barragens correm risco de rompimento em Mariana

Publicado em 17/11/2015, às 17h05
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Redação

Estruturas estão abaixo do nível de classificação de estabilidade (Crédito: Douglas Guizilini / Air Pix / Divulgação)

Representantes da Samarco detalharam em entrevista coletiva dada na tarde desta terça-feira (17) que as duas barragens que não se romperam, Santarém e Germano, estão em níveis de segurança abaixo do normal. É elevado o risco de lançamento de mais rejeitosem Mariana e no leito do Rio Doce. 

O fator de equilíbrio, em uma escala de 0 a 2, é 1. A Santarém está com 1,37 (ou apenas 37% de estabilidade). A situação da Germano, que é quatro vezes maior que a barragem que se rompeu, é ainda pior: o índice chega a 1,22 no dique Selinha. 

O diretor de operações e infraestrutura da Samarco, Kleber Terra, detalhou os prazos para os reparos nas barragens ameaçadas - a população terá de conviver com o medo de novo rompimento até fevereiro de 2016. A barragem Santarém vai ser restaurada em um prazo de 90 dias e a parede danificada na barragem Germano em 45 dias. 

De acordo com técnicos da empresa, a prioridade é consertar a erosão na barragem do Germano, que é a maior das três.

A informação inicial era de que a barragem Santarém também havia se rompido. Entretanto, dez dias após a tragédia, a Samarco divulgou em nota que a estrutura foi danificada, mas continua contendo os rejeitos. Ela sofreu um processo grave de erosão. 


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