Santos reedita jogo da troca de posto na Libertadores contra o Independiente

Publicado em 20/08/2018, às 23h38
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Folhapress

Rivais nesta terça (21), Santos e Independiente, reeditam em Avellaneda, às 21h45, um confronto que marcou a história dos dois clubes.

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Há 54 anos, um enfrentamento entre as equipe marcou o fim da era mais vitoriosa da história santista e o início da trajetória do time argentino como o maior vencedor da Libertadores, com sete títulos conquistados.

Em 1964, o Independiente encerrou a sequência do bicampeonato do Santos de Pelé na competição sul-americana e deu início às conquistas que fazem do clube o Rei de Copas na Libertadores.

Campeão de 1963, o Santos entrou diretamente na semifinal do ano seguinte.

No jogo de ida, realizado dia 17 de julho, no Maracanã, o time paulista vencia por 2 a 0, mas os argentinos empataram ainda no primeiro tempo, gols de Rodríguez e Bernao, e viraram no último minuto, com Suárez.

A épica vitória no Brasil é narrada como ponto fundamental na construção da mística que envolve o clube argentino, que venceu aquela edição da Libertadores ao superar o Nacional (URU) na final.

Autor de um dos gols santistas no jogo de ida -o outro foi marcado por Pepe-, o ex-ponta-direita Peixinho tem um argumento para explicar a derrota para os argentinos: a ausência, por lesão, do maior jogador de todos os tempos.

"O Independiente tinha uma equipe muito boa, marcava forte. O Santos tinha um grande time, mas o Pelé era algo a mais, a cereja do bolo. Poderíamos ter vencido com ele em campo", diz à reportagem.

O jogo de volta, disputado na Argentina e vencido pelos donos da casa por 2 a 1, é cercado de histórias e uma polêmica, que veio à tona em 2015.

A emissora de TV América, da Argentina, revelou gravações telefônicas em que o ex-presidente da AFA (Associação de Futebol Argentino), Julio Grondona, conta como atuou nos bastidores para ajudar o Independiente.

Nos áudios, Grondona, que era dirigente do clube na época, dá a entender que influenciou na escala do árbitro inglês Arthur Holland e da dupla de auxiliares paraguaios.

"O árbitro e os bandeiras não marcavam impedimento de ninguém deles. Como tinham um time veloz, eles se aproveitaram bem", conta Pepe, o Canhão da Vila.

Pepe, aliás, viveu situação curiosa entre essas partidas. Ele havia acabado de se casar e queria passar a lua de mel com a esposa. Contudo, sem Pelé e Coutinho, o técnico Lula exigiu que ele jogasse.

Pepe concordou, mas com a condição de que sua mulher o acompanhasse na viagem. "Ele [Lula] aceitou e eu acho que foi a primeira vez que a esposa de um jogador viajou junto com a delegação", conta.

Nesta terça, as equipes voltam a se enfrentar, pelo primeiro duelo das oitavas de final, na Argentina, onde o Santos nunca venceu o Rei de Copas -quatro derrotas e um empate.

INDEPENDIENTE

Campaña; Bustos, Burdisso, Gastón Silva, Sánchez Miño; Francisco Silva, Pablo Hernández, Gaibor; Meza, Gigliotti, Benítez. T.: Ariel Holan

SANTOS

Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique, Dodô; Alison, Diego Pituca, Carlos Sánchez; Rodrygo, Gabigol, Bruno Henrique. T.: Cuca

Estádio: Libertadores da América, em Avellaneda (ARG)

Horário: 21h45 desta terça

Juiz: Diego Haro (PER)

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