Sean Diddy é condenado em caso de prostituição nos EUA; veja detalhes do julgamento

Publicado em 04/10/2025, às 07h56
Sean Diddy - Bryan Steffy / WireImage

BBC News

O rapper americano Sean "Diddy" Combs foi condenado nesta sexta-feira (03) a mais de quatro anos de prisão por conduzir pessoas pelos Estados Unidos com a finalidade de prostituição.

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Em julho, ao fim do julgamento dele, que teve grande repercussão, o rapper já havia sido considerado culpado por duas acusações, relacionadas ao transporte para prostituição. Agora, sua pena foi definida em um tribunal federal em Nova York.

Ao sentenciar o magnata do hip-hop, que já estava preso, o juiz disse que o tribunal havia visto uma quantidade "enorme" de provas contra Diddy e que uma pena significativa era necessária.

A condenação imposta foi de 50 meses, ou seja, quatro anos e dois meses de prisão. Além disso, foi ordenada uma multa de US$ 500 mil (cerca de R$ 2,6 milhões).

Diddy, de 55 anos, declarou-se inocente e negou as acusações mais graves contra ele.

Entretanto, enquanto aguardava a definição da pena no tribunal, desculpou-se com as vítimas e seus filhos, classificando suas ações como "repugnantes, vergonhosas e doentias".

Ele pediu ao juiz uma chance, garantindo que não decepcionaria.

O julgamento começou em maio e durou semanas.

Diddy foi absolvido de três acusações, duas por tráfico sexual e uma por extorsão — a qual poderia tê-lo condenado à prisão perpétua.

As acusações focaram em sua conduta com a ex-namorada, a cantora Cassie Ventura, e uma vítima anônima conhecida como "Jane", que testemunhou no julgamento.

O júri considerou Diddy culpado de transportar Ventura e "Jane" para locais onde participariam de atos sexuais e prostituição.

Os promotores pediram uma pena mínima de 11 anos, mas os advogados de Diddy argumentaram que tal sentença seria um exagero.

A defesa destacou que o rapper já está atrás das grades desde setembro de 2024. A prisão preventiva foi ordenada por um juiz com o argumento de que Diddy poderia obstruir a Justiça e manipular testemunhas.

Diddy está detido no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, em Nova York, onde ele e vários réus conhecidos reclamam de condições ruins. O centro recebe apenas pessoas que estão aguardando julgamento e sentença.

Com sua condenação, Diddy será agora transferido para uma unidade federal, a ser definida pelo Departamento de Prisões.

Na véspera da sentença, Diddy escreveu uma carta ao juiz pedindo clemência para que pudesse ficar em casa com seus sete filhos e sua mãe idosa.

"Eu me perdi", escreveu ele ao juiz. "Minha queda foi enraizada no meu egoísmo. Fui humilhado e profundamente destruído."

As vítimas de Diddy também escreveram ao juiz pedindo que Diddy permanecesse atrás das grades. Elas descreveram como o rapper usou seu poder e influência para arruinar suas vidas.

"Tenho muito medo de que, se ele for libertado, suas primeiras ações sejam uma rápida retaliação contra mim e outros que se manifestaram", escreveu Ventura.

Para além da condenação, Diddy enfrenta vários outros processos judiciais que o acusam de estupro e agressão.

Tony Buzbee, advogado do Texas responsável por grande parte desses casos, disse que mais de 100 pessoas de todo o território americano entraram com ações judiciais contra o magnata do rap ou pretendem fazê-lo.

Muitos dos casos incluem alegações de que as vítimas — mulheres, homens e menores de idade — foram drogadas e coagidas a atender exigências sexuais enquanto recebiam promessas de oportunidades de carreira.

Alguns dos processos alegam que os crimes ocorreram nas grandes festas de Diddy, que frequentemente contavam com a presença de celebridades.

A equipe jurídica do rapper classificou a enxurrada de processos judiciais como "tentativas claras de obter publicidade".

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