Secretário do Rio diz que poderá usar forças federais

Publicado em 11/02/2017, às 10h37

Redação

O secretário estadual de Segurança do Rio, Roberto Sá, disse, nesta sexta-feira (10), que poderá contar com o apoio de forças federais, caso seja necessário, em decorrência do movimento de protesto das mulheres de policiais militares que bloqueiam a saída de diversos batalhões.

LEIA TAMBÉM

“Já conversei com o ministro da Justiça e eles estão em condições de atuar, se necessário. Eu espero, sinceramente, e torço, que a nossa polícia consiga dar esta resposta operacional de forma satisfatória e que as famílias que, com justiça, reivindicam, o recebimento de décimo-terceiro, reflitam sobre os riscos que a nossa sociedade corre com uma eventual paralisação”, disse Sá, durante coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle, onde passou a tarde reunido com a cúpula da segurança pública.

Sá disse que o governo poderá efetuar o pagamento atrasado dos policiais na próxima terça (14), mas que a regularização do décimo-terceiro dependerá do êxito nas votações que interessam ao governo na Assembleia Legislativa. Entre outras medidas, a principal é a autorização para a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae), condição imposta pelo governo federal para viabilizar um empréstimo de R$ 3,5 bilhões.

“O governador nos prometeu, na última reunião, que vai pagar os salários no próximo décimo dia útil, próxima terça-feira, e que, tendo êxito nas votações, segunda-feira e terça-feira, na quarta-feira ele determina medidas administrativas para efetuar o pagamento do décimo-terceiro, do RAS [Regime Adicional de Serviço, horas-extras dos PMs] e das metas, dizendo que poderá fazer um calendário para normalizar o pagamento para o restante do ano.”

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Governo vai intensificar fiscalização de fretes após alta dos combustíveis, diz Renan Filho Entenda regras para mulheres usarem spray de pimenta para defesa pessoal Maior acidente radiológico do mundo aconteceu no Brasil e inspirou série 'Obviamente a PM sai maculada disso', diz comandante-geral sobre prisão de oficial suspeito de feminicídio