TNH1 com Ascom IMA/AL
O Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) informou que irá colaborar com as investigações sobre a morte do elefante-marinho encontrado no litoral sul do estado, com o objetivo de identificar possíveis responsáveis. O animal apresentava lesões graves com indícios de ação humana, o que pode configurar crime ambiental.
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De acordo com o laudo da necropsia, o elefante-marinho apresentava traumatismo crânio-facial e fratura completa de osso da face, na região da bochecha, com características compatíveis com impacto por instrumento contundente.
Os achados apontam para possível intervenção humana, hipótese que está sendo investigada com base na Lei nº 9.605/98, que trata dos crimes ambientais contra a fauna.
O animal, conhecido como Leôncio, vinha sendo acompanhado por um grupo de monitoramento durante sua passagem pela costa alagoana. A presença da espécie chamou a atenção de especialistas e da população, por se tratar de um registro incomum no litoral do estado.
Leôncio foi avistado pela última vez por volta das 17h do dia 27 de março, na praia de Lagoa Azeda, em Jequiá da Praia. Já na terça-feira (31), foi confirmado que um animal da mesma espécie foi encontrado morto na mesma região.
“Estamos muito tristes. Leôncio foi um visitante da nossa costa e mobilizou tanto a população quanto as equipes técnicas envolvidas no seu monitoramento”, destacou a médica veterinária e consultora do IMA/AL, Ana Cecília Pires.
Segundo a profissional, o animal estava em processo natural de muda de pele e pelos, fase em que precisa permanecer em repouso. “Infelizmente, houve situações de estresse causadas pela aproximação de pessoas, o que fazia com que ele retornasse ao mar, prejudicando esse processo”, explicou.
O diretor executivo do IMA/AL, Ivens Leão, reforçou que o órgão atuou de forma contínua no acompanhamento do animal e seguirá contribuindo com as investigações.
“Seguimos empenhados em contribuir com as investigações, para que, caso a ação humana seja confirmada, os responsáveis sejam devidamente responsabilizados”, afirmou.
O grupo de monitoramento é formado por médicos veterinários e biólogos, com atuação integrada do Instituto Biota, IMA/AL, Ibama, ICMBio, Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e Batalhão de Polícia Ambiental (BPA).
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