Senado instala Subcomissão de Prevenção e Tratamento do Câncer sob presidência da senadora Dra. Eudócia

Publicado em 29/08/2025, às 08h11
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Assessoria

Foi instalada nessa quarta-feira (27) a Subcomissão Temporária de Prevenção e Tratamento do Câncer, vinculada à Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O colegiado será presidido pela senadora Dra. Eudócia (PL-AL) e terá como vice-presidente o senador Dr. Hiran (PP-RR). O grupo funcionará por 180 dias, com a missão de analisar e formular propostas legislativas, além de promover audiências públicas sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento do câncer.

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A criação da subcomissão foi uma iniciativa da própria senadora Dra. Eudócia, que destacou o aumento dos diagnósticos da doença e a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção e ao acesso da população a terapias inovadoras. Ela lembrou ainda que é autora do PL 126/2025, projeto que institui um marco regulatório para vacinas e medicamentos de alto custo contra o câncer.

“Os casos de câncer estão aumentando substancialmente no nosso país e em todo o mundo. Precisamos olhar com atenção para esse tema, investir em prevenção, diagnóstico precoce e tratamentos de ponta, capazes de reduzir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, afirmou a senadora.

A reunião de instalação foi marcada por um relato pessoal da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que revelou ter sido diagnosticada com câncer em julho.

“Em 18 dias consegui fazer todos os exames e a cirurgia, e em cinco dias já estava trabalhando novamente. Na próxima semana começo a radioterapia, mas já estou declarando vitória. O diagnóstico precoce foi fundamental para eu estar como estou hoje. Quero que todas as mulheres no Brasil tenham acesso à saúde como eu tive”, disse Damares.

Dra. Eudócia reforçou que o depoimento da colega mostra a urgência do tema e o quanto a luta contra o câncer deve ser encarada como prioridade.

“O diagnóstico precoce pode curar até 90% dos casos de câncer de mama quando feito no início. Mas infelizmente, em muitos lugares do país, a maioria das mulheres só descobre a doença em estágio avançado. Nosso desafio é garantir que a lei seja cumprida, levando acesso e tratamento de qualidade a todos pelo SUS”, concluiu a presidente da subcomissão.

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