Senador aciona polícia legislativa para apurar fake news envolvendo suposto acordo com STF

Publicado em 07/07/2020, às 18h15
Foto: Jefferson Rudy-Agência Senado -

Agência Senado

O senador Angelo Coronel (PSD-BA) informou nesta terça-feira (7) que acionou a Polícia Legislativa e a Advocacia do Senado para apurar a origem e a propagação de notícias falsas envolvendo seu nome nas redes sociais nos últimos dias.

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Em seus perfis em mídias sociais, Angelo Coronel denunciou uma publicação do perfil @brasilsemprebrasil38, no Instagram, que traz uma conversa que nunca existiu em que ele, pelo Whatsapp, indicaria um acordo entre os líderes partidários, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para aprovação do Projeto de Lei (PL) 2.630/2020 de combate a fake news. O senador, que preside a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as fake news e foi relator do projeto no Senado, afirmou que a proposta busca exatamente rastrear e punir quem se utiliza do anonimato para atacar pessoas e instituições.

“O PL de combate às fake news é importante para rastrear e punir esses meliantes. Foi comigo, mas poderia ser com você! Você acha que ser contra esses atos é cercear a liberdade de expressão? O partido do PL de combate às fake news é proteger as instituições e as famílias brasileiras”, afirmou, ao exibir a imagem contendo um exemplo de fake news contra ele.

De acordo com a Polícia Legislativa, essa denúncia será investigada juntamente com as ameaças sofridas pelo senador, que já estão sendo apuradas. Já a Advocacia do Senado irá acionar o Facebook para que o conteúdo seja retirado imediatamente da plataforma e entrará na Justiça contra os envolvidos.

O PL 2.630/2020, relatado e defendido por Angelo Coronel, foi alvo de polêmica durante sua votação no Senado. O texto aprovado cria a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet, com normas para as redes sociais e serviços de mensagem como WhatsApp e Telegram. A intenção é evitar notícias falsas que possam causar danos individuais, coletivos ou à democracia. A matéria aguarda análise da Câmara dos Deputados.

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