Senador do Ceará defende prisão de condenados após segunda instância

Publicado em 17/10/2019, às 15h35
Roque de Sá/Agência Senado -

Agência Senado

Em pronunciamento no Plenário nesta quinta-feira (17), o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) voltou a chamar a atenção para as consequências negativas de uma eventual decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contrária à possibilidade de início do cumprimento provisório da pena de prisão, logo após decisão em segunda instância.

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O STF inicia nesta quinta o julgamento de uma nova ação que trata do assunto, lembrou o senador, que aproveitou para cobrar “bom-senso” dos ministros do tribunal. Além de enfraquecer a Lava Jato, uma mudança no entendimento atual (que permite a prisão logo após o julgamento em segunda instância) favorecerá não apenas 38 condenados pela operação, mas também sequestradores, estupradores, traficantes e assassinos, alertou Girão.

— Mas a gente precisa romper essa barreira da impunidade. Esse país é riquíssimo. Quem é que vai investir aqui, se não considera o Brasil um país sério, em que a Justiça protege corruptos? Quem é que vai investir no país, que segurança jurídica vai ter? Como é que o cara vem para o país para ser extorquido, com propina? Vai nada, ele vai para outro país — disse.

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