Deisy Nascimento
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Companhia, carinho e rotina: presença dos pets pode contribuir para aliviar a solidão, reduzir o estresse e fortalecer vínculos afetivos
Setembro é marcado pela campanha Setembro Amarelo, movimento de conscientização sobre a importância da prevenção ao suicídio e dos cuidados com a saúde mental. E, nesse período de reflexão sobre acolhimento e apoio emocional, os animais de estimação também ganham espaço.
Cães, gatos e outros pets fazem parte da rotina de milhões de famílias e, para muitas pessoas, representam muito mais do que companhia. A convivência com um animal pode ajudar a diminuir a sensação de solidão, estimular a criação de uma rotina e proporcionar momentos de carinho, interação e descontração.
O simples ato de chegar em casa e ser recebido por um cachorro ou ter um gato por perto durante um momento difícil pode trazer uma sensação de conforto. A presença do animal também pode incentivar atividades como caminhar, brincar e passar mais tempo fora de casa, especialmente no caso dos cães.
Pets ajudam, mas não substituem tratamento
Apesar dos benefícios emocionais, é importante destacar que o animal de estimação não substitui acompanhamento psicológico, psiquiátrico ou qualquer outro tratamento profissional.
O pet pode funcionar como uma importante rede de apoio afetivo, mas pessoas que enfrentam sofrimento emocional intenso precisam ser acolhidas e orientadas por profissionais capacitados.
Durante o Setembro Amarelo, a principal mensagem é justamente essa: ninguém precisa enfrentar um momento difícil sozinho. Conversar, pedir ajuda e buscar atendimento são atitudes de cuidado e coragem.
A rotina com o pet também pode fazer diferença
Ter um animal sob os cuidados da família envolve responsabilidades, mas também pode ajudar a estabelecer horários e pequenas tarefas no dia a dia.
Alimentar, trocar a água, cuidar da higiene, brincar e levar o cachorro para passear são atividades que criam uma rotina de interação. Para algumas pessoas, esses momentos podem contribuir para trazer sensação de propósito e companhia.
Além disso, o vínculo construído entre tutor e animal é baseado em afeto, confiança e presença. O pet não julga, não cobra explicações e muitas vezes permanece ao lado do tutor simplesmente oferecendo companhia.
Atenção também à saúde emocional dos animais
Se falar de saúde mental é importante para os humanos, os cuidados também precisam alcançar os animais.
Mudanças bruscas de comportamento, isolamento, medo excessivo, agressividade, falta de apetite ou alterações na rotina podem indicar que o pet não está bem e merece atenção.
Por isso, o cuidado deve ser uma via de mão dupla: o animal ajuda a cuidar de quem está ao seu lado, mas também precisa receber carinho, respeito, atenção e acompanhamento veterinário.
Setembro Amarelo é sobre acolher
Mais do que uma campanha de um mês, o Setembro Amarelo reforça a importância de olhar para o outro durante todo o ano.
Os pets podem ser grandes companheiros nessa caminhada. Um passeio, uma brincadeira, um carinho ou simplesmente a presença silenciosa de um animal podem transformar um momento difícil em uma oportunidade de conexão.
Mas, diante de sinais de sofrimento emocional, o mais importante é não permanecer em silêncio. Procure ajuda profissional, converse com alguém de confiança e ofereça escuta a quem precisa.
Cuidar da saúde mental também é entender que pedir ajuda faz parte do cuidado — e, para muitas pessoas, ter um pet por perto torna essa caminhada um pouco mais leve.
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