Redação
O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Alagoas (SINTECT-AL) realiza, nesta quarta feira, 02, um protesto na entrada do Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas (CTCE), no Distrito Industrial Luiz Cavalcante, no bairro do Tabuleiro do Martins, em Maceió. O objetivo do ato é pressionar a empresa por avanços na Campanha Salarial do Acordo Coletivo de Trabalho, além de denunciar sucateamento e cobrar a mudança na gestão.
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"Hoje os trabalhadores dos Correios de Alagoas estão nas ruas para dar um recado claro à direção da empresa: não vamos aceitar o sucateamento dos Correios nem o desrespeito à nossa categoria. É inadmissível que, com uma inflação de 4,35%, a empresa apresente um reajuste de apenas 0,87%. Isso representa perda salarial e demonstra total falta de valorização dos trabalhadores que mantêm o serviço postal funcionando em todo o país", disse o presidente do Sindicato, Alysson Guerreiro.
"Também denunciamos o fechamento de agências, que ameaça empregos, reduz o atendimento à população e enfraquece uma empresa pública essencial para os brasileiros. Nossa luta é pela valorização dos trabalhadores, pela defesa dos postos de trabalho e pela preservação dos Correios como patrimônio do povo", acrescentou.
O Sindicato destacou o alerta à empresa para o risco iminente de paralisação das atividades.
A entidade reforçou ainda que o ato desta quarta-feira serve como um aviso à gestão.
O que diz o Correios
"Os Correios ingressaram com pedido de mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para a definição do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027.
A atual gestão dos Correios busca uma solução que concilie a sustentabilidade econômico-financeira da estatal, com a preservação dos direitos dos empregados e a continuidade dos serviços prestados à sociedade.
Nos meses de julho e agosto, a diretoria-executiva se reuniu com as representações sindicais e com os/as empregados/as para demonstrar a gravíssima situação econômica da estatal. Dentro das condições possíveis, a empresa propôs a manutenção de 56 cláusulas, na íntegra, e de outras 21, com ajustes textuais.
Entre as garantias mantidas, que já somam mais de R$ 60 milhões por ano, estão auxílio para empregados e dependentes com deficiência, prorrogação da licença-maternidade, licença-paternidade estendida e acompanhamento de familiares para tratamento de saúde.
Operação – A rede de atendimento, tratamento e distribuição segue funcionando normalmente em todo o país e os serviços, inclusive SEDEX e PAC, continuam sendo postados e entregues em todos os municípios. Cabe destacar que, no mês de agosto, o índice de entregas no prazo alcançou 97%. Nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais, o índice passou dos 98%.
Esse salto de eficiência é resultado direto da otimização da infraestrutura logística e das escalas de trabalho, que permitiram à estatal processar volumes crescentes de encomendas com maior agilidade e precisão, reafirmando a confiabilidade da empresa como o principal braço logístico do país".
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