Sindpol informa que civis não foram indiciados no inquérito do caso Roberta Dias

Publicado em 04/06/2018, às 17h00

Redação

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), Ricardo Nazário, informa que os três policiais civis, inicialmente apontados como autores do desaparecimento da jovem Roberta Dias, de Penedo, não foram indiciados no inquérito, que foi concluído e enviado à Justiça na semana passada.

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Para o Sindpol, foi uma vitória. O sindicalista também enaltece o trabalho do advogado Welton Roberto, que contemplou a expectativa do sindicato e dos policiais civis. A ação corre em segredo de Justiça.

A jovem Roberta Dias, que estava grávida, desapareceu em 2012. Inicialmente, a comissão de investigação, presidida pelo delegado Cícero Lima, pediu a prisão de três policiais civis, como suspeitos de autoria do crime, baseando-se no depoimento de um indivíduo comprovadamente doente mental. Neste ano, um áudio telefônico, periciado pela Polícia Federal em 2016, foi difundido nas redes sociais e narra a conversa de um indivíduo, que ajudou o pai do filho de Roberta Dias a assassiná-la. O áudio aponta a autoria do crime e esclarece que os policiais civis não tiveram nenhuma relação com o caso.

Com isso, o Sindpol solicitou a nomeação de uma nova comissão de investigação. Diante do pedido, o secretário de Segurança Pública manifestou que: “não iremos ficar reféns de sindicato. O sindicato tem o papel dele e nós temos o nosso”. O presidente do Sindpol esclarece que “a partir do momento que a diretoria do Sindicato tomou conhecimento do vazamento do áudio do possível assassino de Roberta Dias, foram tomadas as devidas providências com relação à defesa dos policiais civis e para comprovar a inocência dos profissionais”, revela.

Ricardo Nazário destaca que a diretoria do Sindicato apoiou integralmente os policiais civis. “ Enquanto a atual gestão estiver à frente do Sindpol, nenhum policial civil estará sozinho. O Sindpol é de luta e nenhum policial civil ficará à mercê de vaidade ou ingerência de autoridade”, defende o sindicalista.

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