Sistema agiliza diagnóstico precoce de pacientes com câncer

Publicado em 22/07/2018, às 23h09

Redação

O diagnóstico precoce é imprescindível para tratamento e cura de pacientes com câncer. Com o objetivo de fornecer essa agilidade no atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Gerência de Atenção às Doenças Crônicas, criou um Sistema de Regulação (SISREG) para a triagem de pacientes com suspeita de câncer.

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O sistema existe desde 2016 e foi criado pela Gerência com o Complexo Regulador de Maceió (Cora), Santa Casa de Misericórdia de Maceió, Hospital Universitário (HU) e Hospital do Açúcar.

A intenção é regular o atendimento ao paciente e atender a Portaria 140, do Ministério da Saúde, que diz que os Centros de Assistência Especializada em Oncologia (CACONs) e as Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACONs) devem realizar o diagnóstico dos pacientes com suspeita de câncer.

“O que nós pensamos para os pacientes com suspeita de doenças oncológicas é tratá-los seguindo o princípio da equidade, visando cuidar de forma especial. Então, se eu tenho um paciente com suspeita de câncer, ele não pode competir com toda a rede de Maceió para realizar esses exames”, explicou Anderson Firpo, responsável pela criação do fluxo e integrante da gerência.

Como era antes?

Até o ano de 2016, não havia regulamentação para o encaminhamento dos usuários que apresentassem suspeitas de alguma doença oncológica para um centro ou unidade de assistência oncológica para o diagnóstico.

“Para que os pacientes pudessem entrar nesses serviços de referência oncológica, tinha que ser no boca a boca. Então, o médico da unidade que atendia o usuário conhecia um médico da Santa Casa, por exemplo, e informava que estava com um caso de suspeita oncológica e pedia pra ele atender. Nesse sistema o paciente dava a sorte de ser atendido ou não”, contou Anderson.

Sem esperas em filas

Com a marcação realizada via sistema, outra situação que é evitada são as esperas dos pacientes em filas. Desta forma, o médico da própria Unidade Básica de Saúde possui autonomia para fazer a solicitação da triagem oncológica no momento do atendimento. A data do encaminhamento é gerada via sistema, após uma aprovação no Cora e, em cerca de três dias, o paciente já sabe qual o data  do serviço.

Após a triagem, se ainda persistirem as suspeitas da doença, o médico irá solicitar exames, que serão realizados dentro do próprio centro. Sendo assim, o usuário não precisa peregrinar em diversas unidades procurando os procedimentos necessários.

Atendimento mais próximo e capacitação dos profissionais

Outro fator organizado pela atual gestão foi o atendimento ao paciente na unidade mais próxima de sua residência. Moradores do 1º, 2º, 3º e 8º distritos, tanto crianças como adultos, são atendidos na Santa Casa de Misericórdia, localizada no Centro. Já os adultos que residem no 4º,5º, 6º e 7º distritos, são atendidos no HU, na Cidade Universitária e as crianças no Hospital do Açúcar, no Farol.

Para adaptar as Unidades Básicas de Saúde ao novo sistema, os profissionais foram capacitados para atender os pacientes e o encaminhá-los para a triagem oncológica, por meio de oficinas, visitas e treinamentos com diferentes métodos.

De acordo com Anderson, os benefícios para os usuários são bem claros, já que o atendimento mais célere, gera um diagnóstico e tratamento da mesma maneira, aumentando as chances de cura.

“O SUS  é bem claro: Saúde, um direito de todos e um dever do Estado. Isso impacta para que os usuários tenham, de fato e de direito, aquilo que eles necessitam que é assistência precoce. Eu acredito que usuário ganha muito com essa atuação da gestão, que faz de tudo para que a assistência seja feita na maior integralidade possível com relação ao paciente”, complementou Anderson Firpo.

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