Site contabiliza mais de 20 mil desaparecidos na Venezuela após terremotos

Publicado em 25/06/2026, às 12h32
Site foi criado para conectar famílias com membros desaparecidos após terremoto na Venezuela - Reprodução

Folhapress

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A população da Venezuela criou um site (https://desaparecidosterremotovenezuela.com/) para ajudar a localizar pessoas desaparecidas após os fortes terremotos que atingiram o país ontem. Até o momento, o governo confirmou que 164 pessoas morreram e 971 ficaram feridas, mas não há um dado oficial sobre desaparecidos.

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Ferramenta foi criada para reunir informações sobre desaparecidos após os abalos sísmicos.

"Depois do terremoto, muitas famílias ainda não sabem onde estão seus entes queridos. Se você não conseguir entrar em contato com alguém, informe aqui", diz um comunicado publicado na própria página. O endereço foi divulgado nas redes sociais por líderes da oposição venezuelana.

Em menos de 24 horas, foram registrados 25.969 relatos de desaparecimento. Desse total, 1.195 pessoas já foram localizadas, enquanto outras 24.774 seguiam desaparecidas na plataforma até as 11h45.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos estima que cerca de 10 mil pessoas podem ter morrido em decorrência do terremoto. Segundo a agência norte-americana, há 44% de probabilidade de o desastre causar mais de 10 mil mortes e 30% de chance de ultrapassar 100 mil vítimas fatais.

A estimativa leva em conta fatores como a população exposta às áreas mais afetadas e a vulnerabilidade das construções. O órgão também alerta para um risco significativo de deslizamentos de terra e de liquefação do solo, fenômeno que faz o terreno perder resistência e apresentar comportamento semelhante ao de areia movediça.

AJUDA INTERNACIONAL

Vários países já se prontificaram a ajudar nas operações de buscas na Venezuela e disseram ter enviado equipes especializadas para atuar nos resgates. Foram enviados socorristas dos Estados Unidos, México, França, Equador, República Dominicana e El Salvador.

Alemanha se dispôs a enviar até seis aeronaves militares para socorrer Caracas. A Espanha colocou à disposição uma equipe de 54 integrantes da Unidade Militar de Emergências, que viajará até o país latino-americano em caso de necessidade e se a ajuda for solicitada, informou o governo espanhol. A Itália seguiu posição parecida e também disse estar apta a ajudar o povo venezuelano.

Suíça também se prontificou. O governo disse ter enviado 80 socorristas, oito cães de busca e 18 toneladas de equipamentos de resgate para auxiliar nas operações no país. Não foi informado quando o socorro chegará à Caracas.

Na Ásia, a China foi o único país até o momento que ofertou ajuda. Pequim disse "oferecer toda a ajuda possível, de maneira adequada, de acordo com as necessidades da Venezuela".

O Brasil também se dispôs a ajudar. O presidente Lula solicitou ao Ministério das Relações Exteriores que consulte a embaixada venezuelana para saber qual a melhor forma de ajudar. O petista também se solidarizou com o povo venezuelano.

Além do apoio desses países, Venezuela também anunciou a criação de um fundo bilionário. De acordo com a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, o fundo de R$ 1 bilhão conta com recursos do FMI (Fundo Monetário Internacional) e será usado para reconstruir as cidades atingidas pelos tremores

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