“Só peço que devolvam minha filha”: mãe implora pela volta de bebê sequestrada em Novo Lino

Publicado em 12/04/2025, às 08h20
Eduarda, mãe de Ana Beatriz. - Foto: Reprodução / TV Pajuçara

Eberth Lins com TV Pajuçara

"Que esse pessoal devolva ela, coloque na porta de casa, na porta de algum vizinho. Ela sã e salva, só isso que eu peço", apela Eduarda Silva de Oliveira, mulher que denunciou ter tido a filha, uma bebê recém-nascida, arrancada dos braços em uma via de Novo Lino, município do interior de Alagoas, nessa quinta-feira (11).

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Amparada por uma tia, Eduarda conversou com exclusividade com a TV Pajuçara/ RECORD e deu detalhes da manhã fatídica, quando levaram bebê Ana Beatriz, que tem  somente 15 dias de vida.

"Eu saí de casa com ela para atravessar a pista, aí esse carro já vinha seguindo lentamente. Quando percebi algo estranho, que eles iam parando lentamente, dei meia volta, desconfiei que alguma coisa estava errada, foi aí que a mulher abriu o vidro do carro e disse: se você der mais uma volta, eu atiro. Foi na hora que eu congelei. Ela falou de dentro do carro, nem chegou a sair, dois caras com a camisa no rosto desceram e puxaram a menina de mim. Tomaram à força, eu não queria dar com certeza. Entraram no carro ligeiro, aceleraram e foram embora", contou.

Depois da fuga, a mulher disse ter sido amparada por populares, que acionaram a Polícia Militar. "Eu simplesmente gritei, fiquei gritando, vi minha vizinha, caí nos pés dela, que foi chamar minha família para socorrer".

Eduarda, que também é mãe de um menino de cinco anos, falou que saiu na intenção de levar a minha filha na casa da sogra e, em seguida, solicitar o Número de Identificação Social (NIS) da criança, mas tudo mudou depois do suposto sequestro. "Com certeza ela foi sequestrada. Estou desesperada, em pedaços. Às vezes me descontrolo e vou levando, dando um jeito. Remédio pra lá, remédio pra cá e assim vai", lamentou.

Durante a entrevista, uma fralda entre os seios e o vestido da mãe chamou atenção da equipe de reportagem. Ela usava a fralda para que o leite materno, que estava abundante, não molhasse o vestido. "Mesmo secando, ainda tem muito. Fico pensando se ela está bem, se se alimentou, se está dormindo", diz abalada.

"Se Deus quiser, ela vai aparecer sã e salva, com saúde. Eu creio que ela vai aparecer", concluiu.

Assista a entrevista:

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