Sobe para 54 o número de mortos por temporais na zona da mata, em Minas Gerais

Publicado em 26/02/2026, às 13h11
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Subiu para 54 o número de mortes causadas pelo temporal que atingiu a zona da mata de Minas Gerais entre segunda (23) e terça-feira (24).

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Os novos óbitos foram registrados em Juiz de Fora, cidade mais atingida pelas chuvas e que ainda tem 12 desaparecidos, segundo o Corpo de Bombeiros. O município soma 48 mortes.
As outras seis foram contabilizadas em Ubá, onde duas pessoas seguem desaparecidas. Os municípios ficam a 130 quilômetros um do outro. As buscas continuam.

A cidade de Juiz de Fora está em estado de calamidade pública desde a madrugada de terça-feira.

O município declarou na manhã desta quinta-feira que o transporte coletivo da cidade segue em operação reduzida ante "as vias interditadas e atendimento limitado em diversos bairros".
"Novos trechos obstruídos comprometem o atendimento de várias linhas", disse a prefeitura em nota.

Desde segunda, quando começaram as chuvas que causaram a tragédia na região, a Defesa Civil de Juiz de Fora já registrou 1.257 ocorrências.
O Corpo de Bombeiros trabalha em três frentes na região. São seis em Juiz de Fora e duas, em Ubá. Segundo a corporação, 238 pessoas foram resgatadas com vida durante os trabalhos de resgate.

A Defesa Civil de Minas fez na noite desta quarta um apelo para os moradores não voltarem às áreas de risco.

"A previsão é de mais chuvas intensas na zona da mata", disse o coronel Paulo Rezende, chefe da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. A região voltou a registrar chuvas fortes.
As instabilidades que cobrem grande parte do Brasil mantêm condições para temporais em praticamente toda a região Sudeste, principalmente na faixa que compreende a zona da mata de Minas Gerais, todo o litoral e leste paulistas e os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

"Por isso mais uma vez: não retorne para as áreas de risco", repetiu o coronel.

Moradores de Juiz de Fora chegaram a receber alerta da Defesa Civil sobre o risco dos temporais. Eles disseram à Folha, porém, nunca ter recebido um treinamento sobre como reagir em situações de emergência. O município é a quarta cidade brasileira que mais registra alertas da Defesa Civil neste ano, com 35 ocorrências, e a que mais tem pessoas vivendo em áreas de risco: 128 mil.

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