STF autoriza abertura de 6º inquérito para investigar Collor na Lava Jato

Publicado em 14/05/2016, às 09h39

Redação

Relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Teori Zavascki autorizou a abertura do 6º inquérito para investigar o senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL) por suspeita de ligação com o esquema de corrupção da Petrobras.

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O ministro atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República. A nova investigação apura crime de corrupção passiva.

Collor já foi denunciado na Lava Jato ao STF, sendo acusado de ter recebido R$ 26 milhões em suborno durante cinco anos em negócios relacionados à BR Distribuidora.

O senador já foi denunciado ao STF por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro e diz "respeito ao funcionamento de uma organização criminosa relacionada à BR Distribuidora, voltada principalmente ao desvio de recursos em provimento particular, à corrupção de agentes públicos e à lavagem, de dinheiro".

Na denúncia, o Ministério Público aponta nove condutas criminosas ao senador, entre eles, forjar empréstimos fictícios supostamente tomados por ele e sua mulher da TV Gazeta a fim de justificar aquisição de bens pessoais de luxo com valores oriundos do crime e encaminhar a agência bancária pedido de estorno de crédito relativos a depósitos em dinheiro em sua conta pessoal, com o objetivo de se desvincular dessas operações e evitar a instauração de investigação sobre os fatos.

O senador tem dito tem dito que jamais "manteve qualquer relacionamento com o delator Alberto Youssef, conforme reconhecido pelo próprio doleiro na miríade de suas delações". Como nunca tiveram negócios, segundo o ex-presidente, não havia razões para Youssef fazer depósitos em sua conta.

Sobre os depósitos em dinheiro feitos em contas dele e de suas empresas, Collor diz por meio de sua assessoria"não tem qualquer responsabilidade sobre o modo utilizado por terceiras pessoas para o depósito de valores em sua conta corrente".

Ele afirma não ter determinado o depósito em valores fracionados, "método que, aliás, protege apenas o depositante e não o beneficiário, na medida em que os valores são creditados em conta de sua titularidade".

O senador afirma também que não participa da gestão nem do cotidiano da TV Gazeta e "Gazeta de Alagoas".

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