TNH1 com TV Pajuçara
Um homem de 36 anos foi preso, nessa segunda-feira (02), suspeito de manter uma auxiliar de cozinha, de 23, em cárcere privado e violentá-la sexualmente por cerca de 24 horas. O caso foi registrado no último domingo (1º) município de Flexeiras, no interior de Alagoas. O padrasto e o irmão do suspeito também foram capturados por darem cobertura ao crime.
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Denúncias da população ajudaram a Polícia Militar a localizar os três homens em tentativa de fuga, em locais diferentes. O autor do crime foi detido primeiro, seguido pelo padrasto de 60 anos e pelo irmão de 27.
Os três foram encaminhados para o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Novo Lino, onde permanecem à disposição da Justiça.
Já a vítima segue internada no Hospital da Mulher, onde recebe atendimento médico e psicológico. Um boletim de ocorrência foi registrado, e o exame pericial de corpo de delito foi solicitado.
O crime
A família informou que, no último sábado (31), a jovem desapareceu depois de participar de uma festa. Ela foi convidada pelo homem, que era amigo da família, para consumir bebidas alcoólicas na companhia de outras pessoas, dentro de uma casa. No entanto, ao chegar ao imóvel, a vítima percebeu que não havia mais ninguém e o questionou, momento em que ele tentou forçar uma aproximação íntima.
Diante da recusa da auxiliar de cozinha, que o via apenas como um amigo, o homem passou a mantê-la sob seu controle e ameaçou matar o filho dela, de dois anos de idade, caso ela tentasse reagir ou contar sobre a violência aos parentes ou a amigos.
A irmã, Lara Vitória, disse, em entrevista à TV Pajuçara, que a auxiliar de cozinha viveu momentos de terror ao longo do domingo.
"Ele violou todas as partes do corpo dela, em cinco vezes. No final, ela disse que não tinha mais forças. As evidências mostram que ela está machucada, tem marcas de pauladas nas costas. Ela gritou, chamou, pediu socorro...", desabafou, reforçando o choque da família.
Padrasto e irmão de suspeito foram coniventes, diz polícia
Segundo a Polícia Militar, a vítima foi levada primeiramente até a área de um rio, onde sofreu o primeiro ato violento. Em seguida, foi conduzida para a casa do padrasto do agressor.
De acordo com o major Adriano Levy, comandante do 14º Batalhão da Polícia Militar (BPM), tanto o padrasto quanto o irmão do suspeito testemunharam o momento em que a jovem foi levada para o imóvel e presenciaram a ação criminosa, mas não tomaram nenhuma providência para ajudá-la ou acionar as autoridades.
O caso será investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Flexeiras.
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