Suspeito de induzir criança alagoana a enviar fotos íntimas é preso no Maranhão

Publicado em 04/02/2026, às 09h21
- Divulgação/PF

TNH1 com Ascom PF

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Um homem apontado como suspeito de criar um perfil falso para convencer uma criança alagoana a enviar fotos íntimas foi preso nesta quarta-feira (04), no estado do Maranhão. A prisão ocorreu durante a operação “Identidade Oculta”, da Polícia Federal. 

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Além da prisão, foram cumpridos 2 mandados de busca, sendo um no Maranhão e outro em São Paulo. A ação tem o objetivo de reprimir crimes de abuso sexual infantil, praticados através da internet com a utilização de perfis de redes sociais.

As investigações preliminares apontam que o além de criar o perfil falso, o suposto autor fingia ser um adolescente e induzia crianças, preferencialmente do sexo feminino, a produzir fotos e vídeos intimos. Uma dessas vítimas era uma criança de Alagoas. 

Durante as buscas foram apreendidos os smartphones utilizados pelos moradores das residências. Esses equipamentos serão encaminhados aos peritos com o objetivo de identificar elementos que apontem que era o usuário do perfil falso utilizado para assediar a criança alagoana. 

A investigação continuará com o objetivo de identificar a criação de outros perfis falsos e novas vítimas.

“A Polícia Federal alerta aos pais e responsáveis sobre a importância de monitorar e orientar seus filhos no mundo virtual e físico, protegendo-os dos riscos de abusos sexuais. A prevenção é fundamental para garantir a segurança e o bem-estar das crianças e adolescente”, divulgou a assessoria. 

Prática é usual pelos abusadores

Esse tipo de ação criminosa é conhecida como “grooming”. É comum que abusadores sexuais infantis utilizem perfis falsos com fotos de crianças ou adolescentes com o objetivo de ganhar a confiança de suas vítimas. Após algumas conversas as vítimas são convencidas a tirar fotos ou gravar vídeos sensuais e depois enviá-los ao assediador, sem saber que estão sendo enganadas.

Caso a vítima não colabore, o abusador passa a constrangê-la, ameaçando seus familiares
ou ameaçando publicar fotos ou vídeos anteriormente enviados pela criança em páginas abertas ou em redes sociais de conhecidos.

 

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