Suspeito de matar motorista por app ficará preso; comparsas vão responder em liberdade

Publicado em 20/02/2026, às 17h18
O motorista Mário José Rodrigues tinha 61 anos - Foto: Reprodução

Redação

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A Justiça de Alagoas decretou, nesta sexta-feira, 20, a prisão preventiva de um dos suspeitos da morte do motorista por aplicativo Dário José Rodrigues, de 61 anos, que foi assassinado a facadas após ter sido sequestrado no último domingo, 15, em Maceió. O homem, juntamente com duas mulheres, foram presos nessa quinta-feira, 19. O trio teria montado uma emboscada para a assasinar e roubar a vítima. 

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Durante audiência de custódia, além de decretar a prisão preventiva de um dos suspeitos — apontado como autor das facadas e dos golpes de martelo contra a vítima —, a Justiça converteu em prisão domiciliar a detenção das duas cúmplices do crime.

Segundo a decisão, as duas mulheres são mães de crianças menores de 12 anos e serão monitoradas por tornozeleira eletrônica.

O CRIME

O corpo do motorista por aplicativo Dário José Rodrigues, de 61 anos, foi encontrado na tarde desta quinta-feira, 19, em avançado estado de decomposição, nas proximidades de uma usina, em um canavial na cidade de Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió. Ele estava desaparecido desde o último domingo (15) de Carnaval. 

De acordo com a polícia, o motorista saiu de Murici até o bairro do Tabuleiro do Martins, em Maceió, para encontrar com a “namorada” a pedido dela. Dário já teria feito algumas transferências via pix para a mulher e pensava que iria ver apenas ela e uma amiga no local combinado. A família dele não sabia deste relacionamento.

“Eles começaram a conversar no sofá, quando a mulher o chamou para a cozinha. Neste momento, o homem, que é namorado da moça que Dário conversava pela internet, surge por trás dele e o atinge com uma facada no pescoço. No ataque a faca quebrou e ele pediu outra para uma das suspeitas. Então o atacou com diversos golpes no tórax. Depois, quando a vítima não apresentava mais resistência, eles usaram um martelo para acertar a cabeça dela”, relatou Igor Diego.

O corpo foi enrolado em um lençol e descartado no canavial de Rio Largo. Os suspeitos retornaram à residência, limparam tudo, pegaram o celular da vítima - que a mulher que mantinha o relacionamento com Dário já tinha acesso - e começaram a fazer transferências bancárias, além de um empréstimo de R$ 1.000.

 

 
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