Tartarugas gigantes são reintroduzidas na ilha de Galápagos após um século

Publicado em 22/02/2026, às 21h27
-

O Tempo

Cientistas e guardas-florestais reintroduziram cerca de 150 tartarugas gigantes na ilha Floreana, localizada no arquipélago de Galápagos, de onde tinham desaparecido há mais de um século, informou nesta sexta (20/2) o Ministério do Ambiente do Equador.

LEIA TAMBÉM

Os quelônios libertados provêm do centro de criação do Parque Nacional Galápagos (PNG). Trata-se de uma espécie de "tartaruga híbrida com alta carga genética de Chelonoidis niger", originária da ilha Isabela, detalhou a pasta à AFP.

Cada animal passou por uma quarentena prolongada e foi marcado com microchips para sua identificação antes de ser levado para a ilha. Assim que as tartarugas desembarcaram, os guardas-florestais as carregaram em grandes caixas.

Eles percorreram cerca de sete quilômetros "por terrenos vulcânicos e zonas de difícil acesso para transportar as tartarugas até o seu ponto de libertação, garantindo a sua correta adaptação ao ambiente natural", detalhou o Ministério do Meio Ambiente em comunicado.

As ilhas que inspiraram a teoria da evolução das espécies do naturalista inglês Charles Darwin têm flora e fauna únicas no mundo.

Com a reintrodução das 158 tartarugas gigantes, "Floreana consolida-se como uma referência mundial ao avançar na restauração integral de uma ilha habitada", acrescentou a pasta.
Galápagos é considerado um laboratório vivo e reserva da biosfera. Há uma década, pesquisadores trabalham para devolver a Floreana outras 12 espécies endêmicas consideradas extintas localmente.

A ilha, com 173 quilômetros quadrados de extensão, foi a primeira a ser habitada por humanos em todo o arquipélago, Patrimônio Natural da Humanidade. A 1.000 km da costa do Equador, Galápagos recebe o nome das tartarugas gigantes que ali habitam.

Especialistas calculam que em Galápagos existiam 15 espécies de tartarugas, mas três delas foram extintas há séculos: Chelonoidis abigdoni (da ilha Pinta), Chelonoidis sp (ilha Santa Fé) e Chelonoidis elephantopus (ilha Floreana).

Chelonoidis fhantastica, da ilha Fernandina, era considerada extinta até que, em 2019, uma expedição encontrou uma fêmea da espécie.

 

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Após ave ser recolhida em praia de Alagoas, biólogo faz alerta para risco de gripe aviária Aves mortas acendem alerta e MP realiza audiência sobre gripe aviária em Alagoas Dias após inauguração, mulher é vista levando muda de planta do Renasce Salgadinho Caso Leôncio: MPF requisita inquérito da PF para investigação de morte de elefante-marinho