Temer reúne líderes do governo para acelerar tramitação de denúncia na CCJ

Publicado em 10/07/2017, às 06h05

Redação

O presidente Michel Temer reuniu ministros de Estado e líderes do governo no Congresso na noite deste domingo, 9, no Palácio da Alvorada, para garantir uma rápida tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara da denúncia contra ele apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo aliados, Temer demonstrou preocupação com uma possível morosidade dos parlamentares e o consequente "sangramento" do País.

LEIA TAMBÉM

No encontro, os principais nomes do governo atuaram para garantir que a comissão tenha quórum suficiente nesta segunda-feira, 10. Com 66 membros, a CCJ necessita de ao menos 34 deputados presentes para começar os trabalhos.

Por isso, nomes como Aguinaldo Ribeiro (PP-B), líder do governo na Câmara, e André Moura (PSC-SE), líder do governo no Congresso passaram o domingo ligando para parlamentares do colegiado com o objetivo de se certificar de que os deputados estarão presentes no Congresso. Ao final, eles conseguiram chegar a um número de 39 deputados que devem comparecer à CCJ.

"Ele quer acelerar o mais rápido possível. O País não pode ficar sangrando", resumiu o deputado Fausto Pinato (PP-SP), presente no palácio. 

Além disso, a base governista vai tentar rever um acordo fechado a respeito do rito da tramitação da denúncia para reduzir o tempo e o número de falas na comissão. Ficou acertado que os 66 titulares mais os 66 suplentes e outros 40 parlamentares têm direito a falar. Com isso, o presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), estima que a fase dos debates se estenda por três dias.

Caso não seja possível reduzir a quantidade de falas, o governo deve romper o acordo e apresentar requerimento de encerramento de discussão, que abrevia a parte dos debates, na quarta-feira ou na quinta-feira, para que a votação na CCJ seja na sexta-feira. O Palácio do Planalto quer que o plenário da Câmara decida sobre a denúncia no máximo até a segunda-feira, 17. 

Além dos deputados, estiveram reunidos com o presidente os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Moreira Franco (Secretaria-Geral), Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e Sérgio Etchegoyen (Segurança Institucional). 

Temer também convidou para a reunião seus dois advogados de defesa, Gustavo Guedes e o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira. Ficou definido que eles farão a sustentação oral da defesa logo após a apresentação do parecer do relator, deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ).

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Câmara aprova regime de urgência para projeto que cria o “imposto do congestionamento” Após denúncia de Rui Palmeira, Câmara de Maceió determina recadastramento de servidores Brasil repete sua segunda pior nota da série histórica em índice global de percepção da corrupção Entidades pedem veto de Lula ao PL dos supersalários na Câmara e no Senado