Teto de 17% em ICMS na conta de luz gera perda de R$ 36,5 bi a estados, diz Comsefaz

Publicado em 13/06/2022, às 09h14
Energia no Brasil | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil -

CNN Brasil

Caso seja aprovado o Projeto de Lei Complementar 18 (PLP 18/2022), que busca limitar a cobrança de ICMS (Imposto sobre Comercialização de Mercadorias e Serviço) a 17% sobre serviços essenciais, os 26 estados e o Distrito Federal devem perder R$ 36,5 bilhões por ano. Os dados são uma projeção do Conselho Nacional de Secretarias de Fazenda (Comsefaz).

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Já o consumidor pode pagar até 13% a menos na conta de luz, segundo um levantamento da CNN com base em dados das secretarias estaduais de fazenda e distribuidoras de energia elétrica, que mapeou os critérios de cobrança do ICMS sobre o serviço elétrico em cada estado.

Os estados que terão a maior redução para os consumidores são Minas Gerais (13%), Paraná (12%), Goiás (12%), Maranhão (12%) e Rio de Janeiro (11%).

De janeiro a abril de 2022, os estados da Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo arrecadaram valores bilionários com a tributação estadual sobre a energia elétrica. Somados, os recursos vindos da tributação chegam a R$ 17,2 bilhões.

No primeiro quadrimestre de 2021, 23 estados e o distrito federal arrecadaram R$21,19 bilhões com o ICMS da conta de luz. No mesmo período de 2022, a arrecadação foi de R$ 24,65 bilhões. Acre, Roraima e Mato Grosso do Sul não forneceram dados à reportagem.

Estados com alíquota única, independente do consumo:

Estados com variação da alíquota por consumo:







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