TJ intermedeia acordo entre Prefeitura de Maceió e médicos grevistas

Publicado em 25/09/2015, às 08h47
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Redação

Reunião serviu para intermediar acordo entre Prefeitura de Maceió e médicos grevistas (Crédito: Assessoria TJ)

A segunda audiência de conciliação entre a Prefeitura de Maceió e os médicos do PAM Salgadinho - que paralisaram as atividades na unidade no mês de agosto - sob mediação do desembargador Tutmés Airan foi realizada nesta quinta-feira (24) no auditório II do Tribunal de Justiça.

As atividades serão mantidas por 50% dos médicos lotados na unidade. A categoria vai aguardar a entrega de um pavilhão com condições de trabalho que deve ser reformado em 30 dias, o que foi garantido pela gestão municipal para que os profissionais retornem ao trabalho.

A implantação do ponto eletrônico e melhores condições de trabalho foram alguns dos assuntos debatidos pelos profissionais de saúde, o que segundo Tutmés Airan será conversado pessoalmente com a gestão municipal para que se chegue a um acordo que não prejudique ainda mais a população.

"Conseguimos avançar na negociação com a garantia da entrega de um bloco em perfeitas condições de trabalho, com equipamentos, material e remédios, funcionando com o revezamento de profissionais para atender os usuários até que a reforma seja concluída em toda a estrutura da unidade. Estou em contato direto com a administração municipal e levarei as reivindicações da categoria, inclusive em relação aos problemas estruturais e falta de materiais nos postos de saúde, já que na audiência tivemos a participação de médicos que atuam nessas unidades”, explicou.

O magistrado destacou o lançamento da campanha “Abrace o PAM Salgadinho”, criada para arrecadar recursos e doações com o objetivo de reformar o segundo maior posto de saúde do país com a participação da sociedade civil organizada, órgãos públicos municipais, sob a coordenação do vereador Cleber Costa.

O presidente do Sindicado dos Médicos de Alagoas, Wellington Galvão afirmou que os problemas no PAM Salgadinho são apenas a ponta do iceberg, diante dos inúmeros problemas enfrentados pela saúde no Estado.

“Falta de tudo nas unidades de saúde e já estamos contendo uma paralisação dos médicos que atendem nesses locais. Os profissionais querem trabalhar e estão pedindo que a flexibilização da carga horária seja mantida e permita que eles desempenhem suas atividades em outros hospitais ou consultórios”, disse.



Fonte: Assessoria TJ


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