Trabalhadores sem terra realizam marcha e fazem ato em frente ao TCU em Maceió

Publicado em 05/09/2016, às 10h56

Redação

Trabalhadores rurais fazem nesta segunda-feira, 05, mobilização na capital alagoana. Partindo da praça Sinimbu, no centro de Maceió, os camponeses fizeram um ato em frente à sede do Tribunal de Contas da União (TCU), no Farol, onde protestam por políticas públicas para desenvolvimento agrário. Liderados pelo MST, participaram do ato integrantes de diversos movimentos sociais ligados à terra.

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Os trabalhadores também organizaram marchas no interior do Estado. No Alto Sertão do Estado, os camponeses marcham entre Senador Rui Palmeira e São José da Tapera, com um contingente de duas mil famílias, que exigem o cumprimento de projetos de irrigação prometidos desde 2015. Na oportunidade, as famílias questionam pra quem é o acesso à água do Canal do Sertão, que já conta com 100 km executados, mas abriga à sua margem famílias sem abastecimento de água.

O vídeo abaixo, repassado ao TNH1 pelo internauta  João Victor Ferreira, mostra a movimentação em frente ao TCU.

Participam das mobilizações além da Fetag-AL, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento de Luta pela Terra (MLT), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), Movimento Unidos pela Terra (MUPT), Via do Trabalho e Terra Livre.

“Esta mobilização faz parte da Jornada de Lutas Unitária dos Trabalhadores e Trabalhadoras e Povos do Campo, das Águas e das Florestas, que ocorre a partir de hoje em todo país criticando o governo Temer, exigindo o restabelecimento da democracia e cobrando políticas para o meio rural”, adverte José Roberto Silva, da direção nacional do MST.

“Exigimos o destravamento da Reforma Agrária, bloqueada irregularmente pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a valorização das políticas de compra da produção agrícola, através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional da Alimentação Escolar (PNAE), bem como a destinação de recursos para o desenvolvimento da agricultura familiar”, conclui.

Os manifestantes esperam ser recebidos pelo governador Renan Filho (PMDB-AL) e os secretários de Estado que tem suas pastas envolvidas nas reivindicações das mobilizações. A semana está cheia de movimentações, já que nesta terça-feira (06) se inicia a 17ª Feira da Reforma Agrária, do MST, na Praça da Faculdade e no dia 7 de setembro, como de praxe, os movimentos sociais se reúnem no Grito dos Excluídos, na orla.

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