Redação
O ônibus envolvido no grave acidente com 15 mortes - informação atualizada às 15h30 desta terça-feira (03) - estava irregular e fazia transporte clandestino de passageiros. A confirmação foi feita pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em nota enviada à imprensa.
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O veículo com cerca de 60 pessoas, em maioria romeiros que retornavam de Juazeiro do Norte, no Ceará, tombou em trecho da rodovia AL-220, no Povoado Caboclo, em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas, no início desta manhã. Além das 15 mortes, dezenas de feridos foram socorridos.
O ônibus, de placa JJB3D75, não possui habilitação na ANTT. Não possui certificado de Segurança Veicular (CSV) ou seguro de responsabilidade civil vigente. Além disso, não havia Licença de Viagem (LV) referente ao deslocamento realizado.
Ainda no comunicado, a ANTT reforçou que monitora o caso junto aos órgãos competentes e continua com as ações de fiscalização para evitar o transporte clandestino em todo o país.
Romeiros saíram de Coité do Nóia
O ônibus tinha como destino final à cidade de Coité do Nóia, no Agreste de Alagoas. O prefeito Bueno Higino confirmou que 17 ônibus saíram do município com destino a Juazeiro do Norte, levando de 800 a 900 pessoas. No momento do acidente, os romeiros estavam retornando para a cidade natal.
Em razão da tragédia, o governador Paulo Dantas decretou luto oficial de três dias no estado O Governo também informou que a Polícia Civil já instaurou inquérito para investigar as causas do acidente.
Em nota, o Governo do estado informou ainda que a operação de resgate conta com a atuação de aeronaves do Departamento Estadual de Aviação (DEA), do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL) e da Polícia Militar de Alagoas, por meio do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) e do 7º Batalhão da PM, integrada e coordenada no socorro às vítimas. O Instituto de Criminalística de Arapiraca encaminhou duas equipes com peritos e auxiliares de perícia para periciar o local.
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