Transhow anima Teatro Gustavo Leite na Bienal 2017

Publicado em 02/10/2017, às 21h56

Redação

A Bienal recebeu pela primeira vez, no último domingo (1º), o Transhow, apresentação cultural que reúne travestis, transexuais e transformistas no Teatro Gustavo Leite. O grupo foi criado em 2014 para auxiliar as integrantes a sair de situação de vulnerabilidade social e é uma das atividades realizadas pela Associação Cultural de Travestis e Transexuais de Alagoas (ACTTRANS).

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Dryelle Reys é transformista há mais de 20 anos e encontrou no ofício uma maneira de se expressar através da arte: “Fui convidada pela Natasha (presidente do grupo) para participar e fiquei bastante feliz porque assim eu seria capaz de mostrar o meu talento, já que a cidade não tem espaço para a arte transformista”.

O nervosismo por se apresentar pela primeira vez em um palco tão grande não abalou as expectativas das integrantes, que se alegram em poder divulgar sua arte: “Pela primeira vez estarei me apresentando no Centro de Convenções. Não é pra todo mundo. Para o nosso grupo que tanto batalhou e batalha, é uma alegria que hoje nós conseguimos esse espaço para apresentar nosso trabalho.”, finaliza Dryelle.

Dinah Ferreira, atriz produtora e diretora cultural do Transhow, comemora a abertura da Bienal para a apresentação. “O Transhow existe desde o dia 29 de janeiro de 2014 e já fizemos várias apresentações em teatros. Hoje estamos nos apresentando na Bienal e esse é um momento muito importante para nós. É um momento inovador e de troca, onde as pessoas poderão ter acesso a esse universo, e possam compreender que não há razão para ter preconceito, uma vez que a arte não tem preconceito”.

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