Redação EdiCase
Para quem costuma praticar atividades físicas pela manhã, é comum surgir a dúvida sobre treinar em jejum, antes mesmo de tomar o café da manhã. Enquanto algumas pessoas preferem se exercitar sem comer, seja pela praticidade ou pela sensação de leveza, outras acreditam que a alimentação prévia é indispensável para garantir energia e disposição. Nesse cenário, surgem questionamentos sobre os possíveis benefícios e riscos dessa prática, especialmente em relação ao desempenho físico, à queima de gordura e ao funcionamento do organismo.
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Segundo José Adeirton, educador físico, especialista em fisiologia do exercício e consultor técnico da Fast Treino, optar por treinar em jejum depende de uma série de fatores, como o tipo de exercício, a intensidade, a duração e as características individuais da pessoa. “[…] O principal é entender como o organismo de cada pessoa responde e avaliar se a técnica contribui para os seus objetivos”, explica.
Depois de muitas horas sem ingestão de alimentos, os níveis de insulina ficam mais baixos e o organismo tende a utilizar mais gordura como fonte de energia. É justamente desse processo que surge a ideia de que treinar em jejum é mais eficiente para emagrecer, mas não é.
“A perda de gordura depende do conjunto de fatores da rotina, como alimentação, gasto energético, treinamento e, principalmente, consistência. Em vez de cortar alimentação, opte por pré-treinos, uma fonte baixa de carboidratos, como frutas, ou carboidratos de baixa absorção, uma sequência que possa ajudar significativamente na queima de gordura”, pontua José Adeirton.
Treinar cedo costuma proporcionar uma sensação de dever cumprido, o que pode melhorar o humor e a energia ao longo do dia. Mas esse efeito de disposição não está relacionado ao jejum em si.
“A privação de alimentos pode ser mais adequada para treinos leves. Em atividades que exigem mais força ou resistência, pode haver, sim, queda de desempenho. Para quem pretende testar, é importante observar os sinais do próprio corpo, como tontura, fraqueza ou queda de rendimento, e reavaliar se a prática é adequada para você”, destaca o especialista.
A ideia de treinar sem se alimentar antes pode surgir da tentativa de evitar náuseas, azia e sensação de estômago pesado. No entanto, o jejum não é uma solução para refluxo e não deve ser considerado uma forma de prevenção do problema.
“Para reduzir desconfortos, especialmente antes de exercícios mais intensos, uma alternativa é optar por uma refeição mais leve, como frutas e fontes de carboidrato, respeitando o intervalo necessário antes do treino”, finaliza José Adeirton.
Por Islany Oliveira
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