Trio matou Vitória Gabrielly sabendo que ela não era alvo

Publicado em 20/07/2018, às 08h41

Redação

As três pessoas presas pelo sequestro e assassinato da estudante Vitória Gabrielly Guimarães Vaz, 12 anos, que desapareceu no dia 8 de junho quando saiu para andar de patins, tinham consciência que raptaram “a pessoa errada”, de acordo com a denúncia do Ministério Público (MP), aceita na última terça pelo juiz Flávio Roberto Carvalho. O processo corre pela Vara Criminal de São Roque em sigilo de Justiça.

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O corpo da menina foi encontrado na zona rural de Araçariguama - a 53 km de SP -  oito dias depois do seu desaparecimento. De acordo com a denúncia do MP, os três suspeitos presos “são incapazes” de conviver em sociedade e contam “com traços de personalidade animalesca” pelo fato de sequestrar e matar Vitória Gabrielly, “mesmo sabendo que (ela) não possuía nenhum vínculo com a situação que pretendiam ‘resolver’”. De acordo as investigações, a menina foi morta pelos suspeitos para esconder o sequestro. O trio foi denunciado por sequestro, homicídio e ocultação de cadáver.

Vitória Gabrielly foi morta por asfixia provocada por esganadura, de forma violenta, é o que apontou o laudo da perícia feita pelo Instituto Médico Legal (IML). A situação que a denúncia cita seria uma dívida de drogas que os serventes de pedreiro Julio Cesar Lima Ergesse, 24, Bruno Marcel Oliveira, 33, e a faxineira Mayara Borges de Abrantes, 24, pretendiam cobrar em Araçariguama como foi registrado no relatório da Polícia Civil.

Segundo a polícia, o alvo do trio era outra menina, irmã de um homem que está preso e estaria devendo R$ 7 mil a traficantes. A última vez que Vitória foi vista com vida é em imagens de câmeras de segurança perto do ginásio. As defesas dos suspeitos não se pronunciaram. 

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