Trump defende proibição da entrada de muçulmanos aos EUA

Publicado em 07/12/2015, às 22h21
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Redação


O empresário Donald Trump, que lidera as pesquisas para a nomeação do Partido Republicano, defendeu hoje uma "proibição total" da entrada de muçulmanos nos Estados Unidos. 


"É óbvio, para qualquer um, que o ódio é algo além da compreensão", disse Trump durante um comício esta tarde. "De onde este ódio vem e quais suas motivações, é algo que teremos que investigar. Até que possamos entender esse problema, nosso país não pode ser vítima de ataques horrorosos por parte de pessoas que acreditam apenas na Jihad e que respeitam a vida humana."


O empresário, que construiu sua campanha ao redor da proposta de deportar imigrantes ilegais, afirmou que tal proibição duraria "até que os representantes do nosso país descubram o que está acontecendo."


As declarações de Trump acontecem um dia após o presidente Barack Obama pedir a cooperação de comunidades islâmicas nos Estados Unidos e de outros países no combate ao terrorismo. Mais cedo, uma pesquisa feita pela Monmouth University mostrou que candidato foi ultrapassado pelo senador do Texas, Ted Cruz, como principal escolha para a nominação republicana de Iowa.


O Conselho de Relações Islâmico-Americanas (CAIR, na sigla em inglês) criticou Trump. "Nos perguntamos se Benito Mussolini ressuscitou e está concorrendo à presidência dos EUA", disse o porta-voz da entidade, Ibrahim Hooper. "Esta é uma declaração política premeditada, e você só emite uma declaração do tipo se acredita que ela terá apoio na sociedade. Esta é a parte alarmante: ele sabe que conseguirá angariar apoio com declarações fascistas do tipo". Fonte: Dow Jones Newswires.


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