“Tudo isso é uma surpresa”, diz Geddel sobre prisão preventiva

Publicado em 06/07/2017, às 17h50

Redação

O ex-ministro dos governos Dilma e Temer Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) afirmou, nesta quinta-feira, 6, durante audiência de custódia, que sempre cooperou com a Justiça e se disse “surpreendido” com sua prisão preventiva.

LEIA TAMBÉM

Ele negou ter sido “maltratado” durante o ato de seu encarceramento e alegou não ter tido “tratamento diferenciado”.

A detenção dele foi decretada pelo juiz federal da 10ª Vara, Vallisney de Oliveira, no âmbito da “Operação Cui Bono?”.

“Tudo isso pra mim aqui é uma surpresa. Tenho 58 anos de idade e não tinha nenhum tipo de problema. Coopero com a Justiça e sempre cooperei. Tudo que eu fiz foi sob orientação dos meus advogados. Tenho crença inabalável que em nenhum momento eu tomei nenhuma atitude que pudesse ser interpretada como um embaraço à Justiça”, relatou.

A prisão é de caráter preventivo e tem como fundamento elementos reunidos a partir de informações fornecidas em depoimentos recentes do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, do empresário Joesley Batista e do diretor jurídico do grupo J&F, Francisco de Assis e Silva, sendo os dois últimos, em acordo de colaboração premiada.

Os procuradores afirmam que Geddel tem agido para atrapalhar as investigações.

O objetivo de Geddel seria evitar que o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o próprio Lúcio Funaro firmem acordo de colaboração com o Ministério Público Federal.

Para isso, segundo os investigadores, tem atuado no sentido de assegurar que ambos recebam vantagens indevidas, além de “monitorar” o comportamento do doleiro para constrangê-lo a não fechar o acordo.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Câmara aprova regime de urgência para projeto que cria o “imposto do congestionamento” Após denúncia de Rui Palmeira, Câmara de Maceió determina recadastramento de servidores Brasil repete sua segunda pior nota da série histórica em índice global de percepção da corrupção Entidades pedem veto de Lula ao PL dos supersalários na Câmara e no Senado