Folhapress
Um turista colombiano foi vítima do golpe conhecido como "boa noite, Cinderela" no Rio de Janeiro e chegou a ser jogado para fora de um carro após encontro marcado por meio de um aplicativo de relacionamento.
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Segundo a Polícia Civil, o turista foi dopado após ingerir bebida alcoólica preparada pelos suspeitos na quinta-feira (24). Eles roubaram um celular, US$ 1,2 mil (aproximadamente R$ 6,2 mil) e cartões de crédito da vítima.
Depois do roubo, o turista foi jogado de um carro em movimento no centro da cidade, socorrido e levado a um hospital com ferimentos no ombro e no braço direito, além de apresentar quadro de desorientação por intoxicação.
Após o caso ser registrado na Deat (Delegacia Especial de Apoio ao Turismo), policiais fizeram buscas e encontraram dois suspeitos em um carro em uma das galerias do Túnel Rebouças. Dois copos de bebida alcoólica e um frasco de medicamento controlado foram encontrados dentro do veículo.
De acordo com os policiais, o turista reconheceu um dos homens na delegacia. O suspeito foi preso em flagrante e poderá responder por roubo.
O setor de inteligência da Polícia Civil tem um levantamento que mostra o homem envolvido em três inquéritos por crimes cometidos contra turistas britânico, americano e canadense, com roubos que chegaram a 50 mil e US$ 17 mil.
O segundo ocupante do carro também foi preso por ter sido encontrado com um celular com restrição de furto. Ele é suspeito de receptação.
A polícia procura um terceiro homem que teria participado do crime e também receptadores de transferências bancárias realizadas pelo grupo.
O "boa noite, Cinderela" foi incluído no sistema de filtro interno da Polícia Civil do Rio em agosto do ano passado. Antes, o delito era registrado como furto.
A prática consiste em dopar as vítimas, geralmente turistas, com substâncias misturadas a bebidas alcoólicas, para em seguida cometer roubos ou saques eletrônicos. Em alguns episódios, a intoxicação pode levar à morte.
Inquéritos policiais e boletins de ocorrência mostram que suspeitos de roubar turistas no Rio por meio do golpe agem em grupo, usam medicamentos sedativos, como clonazepam, e buscam vítimas em áreas boêmias da cidade, como a Lapa, no centro, e Copacabana, na zona sul.
Além de abordagens pessoais, autores do crime também buscam vítimas por meio de aplicativos de encontro.
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