Turista mostra perna com marcas de mordida de tubarão em Noronha e fala sobre dor

Publicado em 13/01/2026, às 13h44
Turista mostra perna com marcas de mordida de tubarão em Noronha - Ana Clara Marinho / TV Globo

g1

Ler resumo da notícia

A advogada Tayane Dalazen, mordida por um tubarão-lixa durante um mergulho em Fernando de Noronha, participou do programa Encontro nesta terça-feira (13). Ela mostrou o ferimento, falou sobre o tratamento e relatou como foi o incidente. “É uma dor muito forte, mas não é paralisante', disse a turista.

LEIA TAMBÉM

O incidente ocorreu na sexta-feira (9), durante um mergulho em apneia em frente à Associação Noronhense de Pescadores (Anpesca), no Porto de Santo Antônio. Tayane estava acompanhada do guia de turismo Erivaldo Alves da Silva, conhecido como Nego Noronha.

Durante a entrevista, Tayane explicou à apresentadora Patrícia Poeta por que retirou a faixa que cobria o ferimento.

“Tirei a faixa na segunda-feira (12) porque o ferimento precisava respirar. No momento da mordida, eu estava com minha amiga Caroline Pereira, que é dermatologista. Ela fez os primeiros socorros e segue acompanhando o tratamento”, afirmou.

Tayane Dalazen foi entrevistada por Patrícia Poeta no Encontro (Foto: Ana Clara Marinho / Reprodução)

 

A turista explicou ainda que levou apenas dois pontos devido ao risco de contaminação.

Segundo ela, a cicatrização precisa ocorrer de dentro para fora. O procedimento adotado foi a chamada aproximação das bordas do ferimento, e a recuperação evolui bem.

Tayane disse que seguiu todas as orientações do guia durante o mergulho. Ela relatou que o tubarão-lixa envolvido no ataque tinha entre dois e três metros de comprimento.

Especialista

Um especialista também comentou o caso. O engenheiro de pesca Léo Vera, que pesquisa tubarões em Fernando de Noronha, avaliou o incidente.

“Esse tipo de situação envolve a interação entre pessoas e animais. Existe a possibilidade de incidentes, mas não há culpados. Ela vai levar uma lembrança e uma cicatriz para o resto da vida”, afirmou o Veras.

ICMBio

Após o episódio, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) reforçou ações educativas, o diálogo com operadores de turismo e a fiscalização na região.

O órgão também abriu uma investigação para apurar as circunstâncias do ocorrido.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Promotores deixam cargo em protesto contra decisão favorável a investigados Busca por irmãos desaparecidos no MA entra no 10º dia; polícia investiga Polícia e MP apuram uso de traje nazista por garoto em formatura no RN Vídeo: embarcação com mais de 20 pessoas naufraga a caminho de Pão de Açúcar