Um ano após o crime: motorista que matou alagoana trans tem julgamento marcado

Publicado em 02/09/2024, às 18h01
Foto: Arquivo Pessoal -

Theo Chaves

A Justiça do Estado de São Paulo marcou para o dia 13 de novembro o júri popular do motorista de aplicativo Lúcio Douglas Rabelo da Silva, que é réu pelo assassinato da trans alagoana Anna Luísa Pantaleão, de 19 anos. A jovem era natural de Pão de Açúcar, e foi encontrada morta às margens de uma rodovia de Pirapora do Bom Jesus, no interior de São Paulo, em setembro do ano passado. O caso completa um ano nesta quarta-feira (4).

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À época do crime, Lúcio Rabelo, de 21 anos, confessou ter assassinado de Anna Luísa.  Em depoimento à polícia, ele disse que havia contratado a alagoana para fazer um programa, mas que desistiu do serviço ao perceber que a jovem era transexual. Lúcio também contou que a situação gerou uma briga, que acabou culminando no assassinato da jovem. Ele foi detido e permanece em um presídio no estado de São Paulo.  

O julgamento do motorista de aplicativo está marcado para acontecer na 2ª Vara Criminal, em Carapicuíba, cidade que fica na região metropolitana de São Paulo. Além da presença do réu, o júri deve contar com o comparecimento de testemunhas e da família da alagoana.

Em entrevista ao TNH1, a avó de Anna Luísa disse que a família confia na Justiça e que espera pena máxima para o autor do assassinato.

"A morte dela completa 1 anos nesta quarta-feira. Estamos com um sentimento de reviver tudo o que aconteceu com ela. É uma angustia enorme. A minha filha, que é mãe dela, ainda não se recuperou de tudo o que aconteceu e acabou desenvolvendo um quadro de depressão. Nós confiamos na Justiça e vamos acompanhar esse julgamento. Esperamos que esse homem saia condenado do tribunal e que pegue pena máxima. Ele não pode ficar impune", disse Ana Cláudia, em entrevista ao TNH1.

Relembre o caso 

A jovem Anna Luísa Pantaleão era natural de Pão de Açúcar e havia deixado Alagoas há cerca de um ano e meio. Ela tinha o sonho de cursar Arquitetura, mas ao mesmo tempo, de acordo com a família, estaria sendo aliciada para viajar para a Europa para atuar como modelo. Em São Paulo, a jovem trabalhava como garota de programa.

No dia 4 de setembro do ano passado, amigas de Anna Luísa relataram o desaparecimento dela. Dias depois, o corpo da jovem trans foi encontrado às margens de uma rodovia, no interior de São Paulo.

Durante depoimento à polícia, o autor do crime, um motorista de transporte por aplicativo identificado como Lúcio, contou que tinha contratado Anna Luísa para fazer um programa, mas teria desistido do serviço ao perceber que a alagoana era transexual. A jovem teria ficado revoltada com a situação e iniciado uma briga com o assassino confesso.

Lúcio afirmou que Anna Luísa estaria alcoolizada e teria sacado um canivete da bolsa. Mas, durante a luta corporal, o motorista de app teria tomado o objeto dela e a acertado com um golpe no pescoço. Depois do crime, o motorista teria ido até um motel no município de Santana de Parnaíba para enrolar o corpo com cobertor e depois dispensá-lo em Pirapora.

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