Um caso típico de desrespeito à cidadania

Publicado em 03/02/2026, às 10h00

Flávio Gomes de Barros

Desde o início deste ano um morador da região do Tabuleiro do Martins sacrifica suas madrugadas, sai de casa antes das quatro horas da manhã e se dirige ao Posto de Saúde Dr. Roland Simon, no Vergel do Lago.

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Já fez esse itinerário cinco vezes em 2026, em busca de receita para medicamento controlado que só é disponibilizado nessa unidade da Secretaria de Saúde de Maceió.

Tais viagens foram perdidas: nas cinco ocasiões o médico encarregado de prescrever a receita não compareceu para trabalhar.

“O doutor faltou de novo”, explicou uma das atendentes já no início da manhã de ontem, repetindo o que outras falaram nas vezes anteriores.

É preciso dizer que essas idas são previamente marcadas, agendadas pelos funcionários do posto de saúde.

Não é preciso dizer, por evidente, que esse é um serviço prestado pelo SUS, voltado a pessoas de baixa renda.

Nem, tampouco, que o médico em referência tem reiteradamente incorrido em desrespeito a um cidadão – de condição social e econômica inferior à sua, é verdade - , mas um ser humano igual a ele.

Está aí mais um caso, dentre tantos, para as entidades médicas investigarem.

 

 

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