Redação
O fato de estar na presidência da Câmara dos Deputados e ser uma das principais lideranças do Centrão, maior bloco político do Congresso´Nacional, dá ao alagoano Arthur Lira (PP) o centro do holofotes nessa fase de transição, entre a eleição de 30 de outubro e a posse de Lula (PT) na Presidência da República, em primeiro de janeiro.
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Com a circunstância de, tendo sido um dos principais apoiadores do ainda presidente Jair Bolsonaro (PL) na campanha eleitoral deste ano, Lira mudou de posição e é, sem dúvida, um dos fiadores de maior relevância para a tal “governabilidade” do futuro governo petista.
Qual o espaço então, nas hostes petistas, para outro alagoano ilustre na política brasileira: o senador Renan Calheiros (MDB), aliado histórico de Lula e do PT, líder inconteste no Congresso Nacional, que presidiu por três vezes, e a partir de janeiro com outro voto garantido na bancada do Senado – Renan Calheiros Filho, eleito senador este ano.
Conciliar os interesses contrários desses adversários em Alagoas, dando-lhes tratamento equânime em seu governo, sem ferir suas suscetibilidades, é tarefa que cabe a apenas um homem: o próprio Lula.
Na verdade, não é uma tarefa qualquer – é um desafio.
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