Uma proposta para a área afetada pela Braskem

Publicado em 13/04/2026, às 06h35 - Atualizado às 06h35

Flávio Gomes de Barros

A revelação é do jornalista Carlos Madeiro, no portal UOL: um projeto pretende implantar parque e agrofloresta na área degradada pela Braskem em Maceió.

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Na matéria, ele explica que a exploração de sal-gema em Maceió ao longo de 40 anos afetou 15 mil imóveis e prejudicou cerca de 60 mil pessoas que tiveram de abandonar suas casas em cinco bairros - Pinheiro, Bebedouro, Mutange, Bom Parto e parte do Farol.

Segundo Madeiro, o novo Plano Diretor de Maceió, em tramitação na Câmara Municipal de Maceió para atualização, após 21 anos, prevê medidas voltadas à ocupação dessa área degradada pelo afundamento do solo.

Seu texto no UOL detalha o que se pretende para a região atingida:

"*criação de parque público;

*implantação de agrofloresta para recuperar o solo e integrar produção, lazer e paisagem;

*reserva de área para moradia da população realocada;

*espaço cultural para preservar manifestações populares e memória;

*proibição de exploração econômica, residencial ao comercial da área.

A matéria de Carlos Madeiro registra, inclusive, declaração de Antônio Carvalho, presidente do Iplam, órgão responsável pela elaboração do Plano Diretor:

"Na lógica jurídica, há o conceito de perdimento: hoje essa área não tem valor e não pode ser usada. Mas, em uma eventual estabilização, a área tem de ser de uso público e acesso universal. É um patrimônio do povo de Maceió."

 

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