Flávio Gomes de Barros
A revelação é do jornalista Carlos Madeiro, no portal UOL: um projeto pretende implantar parque e agrofloresta na área degradada pela Braskem em Maceió.
LEIA TAMBÉM
Na matéria, ele explica que a exploração de sal-gema em Maceió ao longo de 40 anos afetou 15 mil imóveis e prejudicou cerca de 60 mil pessoas que tiveram de abandonar suas casas em cinco bairros - Pinheiro, Bebedouro, Mutange, Bom Parto e parte do Farol.
Segundo Madeiro, o novo Plano Diretor de Maceió, em tramitação na Câmara Municipal de Maceió para atualização, após 21 anos, prevê medidas voltadas à ocupação dessa área degradada pelo afundamento do solo.
Seu texto no UOL detalha o que se pretende para a região atingida:
"*criação de parque público;
*implantação de agrofloresta para recuperar o solo e integrar produção, lazer e paisagem;
*reserva de área para moradia da população realocada;
*espaço cultural para preservar manifestações populares e memória;
*proibição de exploração econômica, residencial ao comercial da área.
A matéria de Carlos Madeiro registra, inclusive, declaração de Antônio Carvalho, presidente do Iplam, órgão responsável pela elaboração do Plano Diretor:
"Na lógica jurídica, há o conceito de perdimento: hoje essa área não tem valor e não pode ser usada. Mas, em uma eventual estabilização, a área tem de ser de uso público e acesso universal. É um patrimônio do povo de Maceió."
LEIA MAIS
Ex-prefeito e vice-prefeita em confronto pela Câmara dos Deputados Um cenário preocupante para a reeleição de Lula Opinião: "Um caso típico de justiçamento" TV Pajuçara recebe hoje, às 8h30m, o presidente da Equatorial Alagoas