Uma proposta para retirar o nome Fernandes Lima de vias públicas

Publicado em 02/02/2026, às 07h00

Flávio Gomes de Barros

Nesta segunda-feira, 2, o Defensor Público Geral, Fabrício Leão Souto, recebe uma nota técnica da Coordenadoria de Direitos Humanos do Tribunal de Justiça de Alagoas com uma sugestão: retirar a denominação do ex-governador Fernandes Lima de todos os logradouros e prédios públicos do Estado.

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Isso inclui a Avenida Fernandes Lima, principal via de acesso a Maceió.

A proposta é do desembargador Tutmés Airan de Albuqerque Melo, para quem as homenagens são imerecidas pelo fato de Fernandes Lima, quando governador do Estado, foi quem ordenou uma ação policial violenta contra os terreiros de matriz africana na capital alagoana.

A Quebra de Xangô, como ficou conhecido o episódio, ocorreu nos dias 1º e 2 de fevereiro de 1912, quando grupos armados, como a Liga dos Republicanos Combatentes, incendiaram terreiros de Candomblé e Umbanda, num dos maiores atos de repressão às religiões afro-brasileiras aqui no país.

No ano passado, o desembargador Tutmés Airan foi homenageado por uma comunidade religiosa de matriz africana, sendo designado como o primeiro Obá de Xangô em Alagoas - é um título honorífico, pela proteção e valorização das religiões afro-brasileiras no Estado.

 

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