Universalização do saneamento básico ficará para a década de 2060, diz CNI

Publicado em 01/04/2019, às 19h17
Esgoto sem tratamento sendo despejado no rio Poxim em Aracaju, Sergipe | Luis Carlos Moreira/VEJA -

VEJA.com

O Brasil só vai conseguir oferecer um serviço de saneamento básico universal em 2060, caso mantenha o nível de investimento para a área visto nos últimos anos, segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A meta do governo federal era oferecer esse serviço para toda a população em 2033.

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Com base em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), houve queda de 7,8% nos investimentos no setor em 2017 na comparação com o ano anterior –de acordo cm o indicador mais recente.

Além disso, foram desembolsados 10,9 bilhões de reais em saneamento, menor valor investido pelo governo nesta década e 50,5% inferior à média de 21,6 bilhões de reais necessários para o Brasil universalizar os serviços até 2033, conforme a meta prevista pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), de 2007.

O estudo também aborda o abastecimento de água e a coleta de esgoto. O acesso da população a água encanada está estagnado nos últimos três anos analisados. O índice passou de 83%, em 2015, para 83,5%, em 2017. Já em relação às redes de esgoto, a coleta passou de 50,3% para 52,4% no mesmo período.

Segundo a CNI, o investimento em saneamento básico, além de melhorar a qualidade de vida, também gera retorno produtivo de 2,50 reais a cada um real investido na área. A ampliação das redes de esgoto impactaria também na valorização de imóveis, no aumento da produtividade dos trabalhadores e nos ganhos diretos na saúde da população, como à queda da mortalidade infantil, redução da incidência de doenças como diarreia e vômitos, e diminuição dos gastos com médicos, internações e medicamentos.

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