Flávio Gomes de Barros
Continua repercutindo a opinião do engenheiro civil Marcos Carnaúba, ex-presidente do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) e ex-coordenador do DNOCS no Estado, para quem o afundamento do solo em Maceió pode afetar outras áreas de Maceió além dos bairros afetados pela exploração de sal-gema pela mineradora Braskem.
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Carnaúba se baseia e laudos técnicos de instituições internacionais, foi inicialmente contestado pelo engenheiro e geólogo Abel Galindo Marques e agora o urbanista e arquiteto Dilson Ferreira, professor da Universidade Federal de Alagoas, entra na polêmica com declarações ao portal “Alagoas082”, falando especificamente sobre os bairros de Ponta Verde e da Jatiúca, na parte baixa da cidade:
“O afundamento do solo nessa região não é recente e está ligado às características naturais do terreno e ao processo histórico de urbanização”.
O urbanista explica que no passado esses bairros compunham uma área de restinga, manguezais, lagoas, áreas alagadas e córregos.
Muito dessa área, segundo ele, sofreu intervenção urbanística para implantação de loteamentos e edificações residenciais e comerciais, afetando o ambiente por alteração da drenagem natural, canalização de cursos d’água, impermeabilização do solo e intensa verticalização, implicando na necessidade de acomodação do solo.
De acordo com Dilson Ferreira, existem registros de subsidência, por exemplo, na infraestrutura da Avenida Amélia Rosa e de áreas próximas, afetando especialmente tubulações de esgoto por deslocamentos, rompimentos e vazamentos.
“Não é à toa que surgem tantos episódios de esgoto estourado na Ponta Verde e, principalmente, na Jatiúca”, argumenta.
Para o urbanista, a população não precisa se preocupar por que não existem registros de danos estruturais em edificações e que os prédios se mantêm estáveis, além do que a situação é do conhecimento dos especialistas em geotecnia e urbanismo.
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