Flávio Gomes de Barros
Texto de Rodrigo Narciso, na newsletter “Investindo por ai”:
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“A Usina Caeté, destaque do setor açucareiro alagoano, passou a usar energia elétrica gerada a partir de biomassa em suas instalações. A bioeletricidade, gerada a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar, tem se consolidado como um pilar estratégico para a sustentabilidade operacional em um cenário nacional com alta volatilidade nos custos da energia elétrica convencional, além de ser um passo importante da empresa em direção a um modelo energético renovável.
Segundo Luiz Magno Brito, diretor agroindustrial da Caeté, o investimento da empresa em bioenergia vai além da simples redução de custos, já que a prática proporciona mais autonomia e previsibilidade à operação da usina. Além disso, do ponto de vista ambiental, a queima da biomassa para geração de energia representa uma destinação útil para subprodutos do processo industrial, como o bagaço da cana, permitindo a redução da pegada de carbono ao mesmo tempo que se utiliza um material que não teria outro destino produtivo.
‘Utilizamos o bagaço extraído da moagem da cana-de-açúcar como combustível para ser utilizado nas caldeiras, que geram vapor ao aquecer água’, explica o diretor. ‘Este vapor produzido é direcionado para o acionamento de moendas, além de ir também para a casa de força, alimentando os turbo geradores que levam energia para toda a nossa operação’, conclui.
Na unidade Matriz da Caeté, 30% da bioenergia produzida vai para o consumo próprio da usina e para a central termelétrica, enquanto 25% vai para a irrigação e os 45 % restantes são comercializados no mercado de energia. ‘A produção de energia excedente é capaz de cobrir os custos com a manutenção da própria central termelétrica’, diz Luiz Magno Brito. ‘É muito importante demonstrar esta produção de energia renovável, reforçando o compromisso da empresa com políticas de sustentabilidade e responsabilidade ambiental’, comenta.
O diretor também destaca que o maior desafio técnico dessa operação é conseguir otimizar os balanços de massa e balanços térmicos, o que proporciona melhores escolhas em equipamentos. ‘O principal fator para esse tipo de operação é o crescimento e a estabilidade no fornecimento de matéria prima, como o bagaço da cana, já que, sem ela não é possível pensar em uma produção maior’, afirma.
Luiz Magno Brito também realça a importância de políticas públicas que incentivem esse tipo de operação em indústrias. ‘Há uma necessidade de estimular uma política de investimentos em eficiência energética nas plantas de cana-de-açúcar, assim como uma política melhor de preços em energia renováveis, algo que é essencial para viabilizar este tipo de investimento’, destaca.”
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