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Uso do celular antes de dormir afeta sono e bem-estar, alerta especialista

Publicado em 22/10/2026, às 14h32
- Reprodução

Terra

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Conferir mensagens, navegar pelas redes sociais ou assistir a vídeos antes de dormir faz parte da rotina de muitas pessoas. Mas manter o celular ao lado da cama e continuar conectado até os últimos minutos do dia pode prejudicar a qualidade do sono e o bem-estar emocional.

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Segundo Claudia Melo, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, a exposição constante aos estímulos do aparelho pode dificultar o relaxamento necessário para uma noite de descanso reparadora.

"O cérebro precisa entender que está chegando o momento de desacelerar. Quando a pessoa permanece conectada até os últimos minutos antes de dormir, ela continua recebendo estímulos que podem aumentar o estado de alerta e prejudicar o início e a profundidade do sono", explica.

Além da dificuldade para adormecer, o hábito pode afetar o descanso ao longo da noite e influenciar a disposição no dia seguinte. Confira cinco impactos que merecem atenção.

1. Dificuldade para pegar no sono

A luz emitida pelas telas pode interferir na produção de melatonina, hormônio envolvido na regulação do ciclo de sono e vigília. Dependendo da intensidade da exposição e do horário de uso, esse efeito pode dificultar o início do sono.

Além disso, acompanhar vídeos, mensagens e publicações mantém a atenção voltada para novos estímulos, em vez de favorecer a desaceleração necessária antes de dormir.

2. Sono mais leve e fragmentado

O descanso também pode ser interrompido por notificações, vibrações e sons do aparelho. Mesmo quando o celular não chega a despertar completamente a pessoa, esses estímulos podem atrapalhar a continuidade do sono.

A expectativa de receber mensagens ou a vontade de conferir o que aconteceu nas redes sociais também pode levar a despertares durante a noite. Com isso, o período reservado ao descanso pode se tornar menos reparador.

3. Aumento da ansiedade

Acompanhar notícias, conversas e atualizações nas redes sociais até a hora de dormir pode manter a mente em estado de alerta. Dependendo do conteúdo e da relação de cada pessoa com a tecnologia, esse hábito pode favorecer preocupações e sentimentos de ansiedade.

A dificuldade de se desconectar também pode prolongar a preocupação com situações do dia a dia, reduzindo o tempo dedicado ao relaxamento antes de dormir.

4. Maior dependência das telas

Levar o celular para a cama pode reforçar o hábito de recorrer ao aparelho sempre que surge um momento livre. Com o tempo, a pessoa pode ter mais dificuldade para interromper o uso, mesmo quando precisa descansar.

Essa rotina reduz as oportunidades de desconexão e pode fazer com que o período antes de dormir seja ocupado por estímulos constantes. Estabelecer limites para o uso do aparelho ajuda a criar uma separação entre as atividades digitais e o momento de repouso.

5. Cansaço e irritabilidade durante o dia

Quando o sono é insuficiente ou sofre interrupções frequentes, os efeitos podem aparecer no dia seguinte. Cansaço, dificuldade de concentração, redução da produtividade e alterações de humor estão entre as consequências possíveis de noites mal dormidas.

Se o uso do celular atrasa o horário de dormir ou interrompe o descanso, a pessoa também pode acabar dormindo menos do que precisa. Por isso, observar a rotina noturna é importante para identificar hábitos que possam estar prejudicando a recuperação física e mental.

Como evitar que o celular prejudique o sono?

Claudia Melo recomenda adotar uma rotina de higiene do sono, com mudanças simples para reduzir os estímulos antes de dormir.

"O ideal é evitar o uso do celular pelo menos 30 minutos antes de dormir e deixar o aparelho em um local mais distante da cama, preferencialmente com as notificações desativadas. Pequenas mudanças de hábito podem trazer benefícios importantes para a saúde física e mental", orienta.

Além dessa recomendação, algumas medidas podem ajudar a tornar o ambiente mais favorável ao descanso:

"Descansar adequadamente é fundamental para a saúde emocional e para a qualidade de vida. Estabelecer limites no uso da tecnologia é uma forma de cuidar de si mesmo", conclui a coordenadora.

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